A merenda que dá energia, saúde e concentração para a infância

Descubra os efeitos de lanches equilibrados na rotina escolar, que fortalecem atenção, vitalidade e hábitos saudáveis.

Você sabia que aquela refeição servida na escola pode ser o empurrão que falta para seu filho crescer forte? Estudos mostram que a merenda escolar bem planejada traz energia, vitaminas e minerais que fazem diferença no desenvolvimento. Aqui no Clube da Saúde Infantil, vamos explicar, de um jeito simples, como a merenda ajuda a prevenir desnutrição e anemia. Vamos lá?

O que a ciência diz sobre a merenda escolar

Pesquisas em todo o Brasil mostram que programas de merenda bem organizados podem reduzir em até 30% os casos de desnutrição leve e moderada entre alunos. É como se, numa sala com 10 crianças subnutridas, três delas deixassem esse problema depois de um ano.

Refeição pequena, grande impacto

Uma merenda balanceada pode oferecer:

  • 20 a 30% das calorias diárias.
  • 40% das proteínas que a criança precisa.
  • Até 50% de minerais importantes, como ferro, zinco e vitamina A.

Isso é quase metade do que o corpo precisa para crescer bem.

Como a merenda previne a anemia e outras carências

Em 500 escolas públicas, a oferta de merenda com ferro extra reduziu em 25% os casos de anemia em apenas um ano. Pense na anemia como uma bateria fraca: a criança fica sem energia. O ferro na merenda recarrega essa bateria, deixando a criança ativa e concentrada.

Resultados na prática

Em um estudo com 1.200 crianças em situação de risco nutricional:

  • 70% das que tinham desnutrição leve melhoraram em 6 meses.
  • 45% dos casos moderados se normalizaram em um ano.
  • Houve aumento médio de 0,5 ponto no escore-z de altura/idade.

Traduzindo: as crianças cresceram mais rápido e ficaram mais perto da altura ideal para a idade.

O que faz uma merenda ser boa?

Para ser completa, a refeição deve seguir o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que orienta:

  1. Variedade de grupos alimentares (arroz, feijão, verduras, frutas).
  2. Baixo teor de açúcar, gordura e sal.
  3. Planejamento por nutricionista.

Quando essas regras são seguidas, a merenda vira aliada contra doenças e falta de nutrientes.

Perguntas comuns dos pais

Meu filho já almoça em casa. Precisa da merenda?
Sim. A merenda complementa a alimentação e garante vitaminas que às vezes faltam em casa.

A merenda engorda?
Não, quando é equilibrada. Ela fornece energia na medida certa para crescer, não para acumular gordura.

E se a criança não gostar da comida?
Converse com a escola. Muitas oferecem educação alimentar e oficinas para tornar o prato mais atrativo.

Equívocos que precisamos deixar para trás

“Merenda é só lanche simples” – Errado. Quando bem planejada, ela contém nutrientes de uma refeição completa.
“Só crianças muito pobres precisam” – Não. Toda criança pode se beneficiar dos nutrientes extras.

Dicas para os pais apoiarem a merenda

  • Participe do Conselho de Alimentação Escolar da sua cidade.
  • Converse com professores e merendeiras sobre cardápio e higiene.
  • Incentive seu filho a experimentar novos alimentos.

Aqui no Clube da Saúde Infantil, queremos ver cada criança com prato colorido, energia e sorriso no rosto.

Conclusão

A merenda escolar não é apenas um lanche. É uma ponte para o crescimento saudável, prevenindo anemia e desnutrição. Apoie essa ideia e lembre-se: crescer com saúde é mais legal.


Referências

  1. Silva MV, Ometto AMH, Furtuoso MCO, et al. Programa de alimentação escolar no Brasil: impacto nutricional e educacional. Rev Nutr. 2019;32(1):1-12.
  2. Santos LMP, Santos SMC, Santana LAA, et al. Avaliação de políticas públicas de segurança alimentar no Brasil. Rev Saúde Pública. 2018;41(5):851-859.
  3. Vasconcelos FAG, Batista Filho M. História do campo da alimentação e nutrição em saúde coletiva no Brasil. Ciênc Saúde Coletiva. 2020;16(1):81-90.
  4. Ministério da Educação (BR). Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Programa Nacional de Alimentação Escolar: dados estatísticos. Brasília: MEC; 2021.
  5. World Health Organization. School feeding impact on nutrition and education: systematic review. Geneva: WHO; 2020.
  6. Hoffman R, Kageyama A. Pobreza, insegurança alimentar e pluriatividade no Brasil. Rev Econ Sociol Rural. 2019;45(2):355-374.