Saúde em ação: o poder de unir nutrição e esporte na infância
Aprenda estratégias práticas para integrar nutrição e movimento, fortalecendo corpo, mente e desenvolvimento infantil

Você sabia que comida boa e movimento são como dois melhores amigos para o corpo da criança? Aqui no Clube da Saúde Infantil, vamos mostrar como políticas públicas, escolas e famílias podem juntar essas forças para que nossos pequenos cresçam fortes, felizes e cheios de energia.
Por que comida e movimento precisam andar juntos?
Pense no corpo da criança como uma plantinha. A comida é a água que nutre. O esporte é o sol que faz crescer. Quando falta um dos dois, o crescimento fica incompleto. A Organização Mundial da Saúde lembra que combinar alimentação adequada com atividade física ajuda no tamanho, nos ossos e também no cérebro da criança.
O que o Brasil já faz hoje?
Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN)
Desde 1999, a PNAN cuida da comida servida em postos de saúde e escolas. Em 2021, ela ganhou uma atualização que fala também de atividade física.
Programas em ação
- Programa Saúde na Escola (PSE): leva exames de saúde e oficinas de alimentação para as salas de aula.
- Programa Segundo Tempo: oferece aulas de esporte no contraturno escolar.
O desafio? Esses programas nasceram em ministérios diferentes e ainda não “conversam” muito bem.
Exemplos que inspiram
No Gana, o projeto School Feeding & Active Play juntou merenda fortificada com treinos lúdicos e reduziu em 24% o atraso de crescimento em três anos. Na Colômbia, o Juega y Aprende diminuiu a evasão escolar em 15%. Isso mostra que integrar comida e esporte dá resultado!
Grandes obstáculos no caminho
Falta de espaço para brincar
Segundo o IPEA, 62% dos bairros periféricos não têm quadras adequadas para crianças. É como ter bola, mas não ter campo.
Poucos profissionais
Apenas 12% dos municípios contam com educador físico nas Unidades Básicas de Saúde. Sem professor, não há orientação segura.
Dinheiro instável
Muitos projetos dependem de verbas únicas, ligadas a emendas. Quando o dinheiro some, a aula acaba.
Três caminhos para avançar
- Fundo tripartite: União, estados e municípios podem criar um fundo fixo, parecido com o Piso da Atenção Básica, para ações que unam alimentação e oficinas de movimento.
- Indicadores claros: Anotar no sistema e-SUS quantas vezes a criança participa de atividades físicas ajuda a medir o sucesso junto com peso e altura.
- Formação de equipes: Médicos, nutricionistas e professores de educação física precisam aprender juntos como adaptar jogos para crianças em diferentes estados nutricionais.
Parcerias que já dão certo

Movimenta Criança (Fortaleza-CE)
Com apoio do Programa Nacional de Alimentação Escolar e de um supermercado local, atendeu mais de 8.000 crianças e aumentou 0,7 kg de massa magra em quatro meses.
Vida Ativa Amazônia
Barcos-clínica levam avaliação nutricional e jogos tradicionais a comunidades ribeirinhas. Resultado: 18% menos magreza em crianças de 5 a 9 anos no Alto Solimões.
Recomendações simples para escolas e famílias
- Inserir brincadeiras que mexem o corpo (pular corda, amarelinha) ao menos três vezes por semana.
- Usar cozinhas escolares como espaço de aula prática: preparar salada colorida antes da aula de educação física.
- Aproveitar tele-orientação gratuita dos centros estaduais para municípios distantes.
- Buscar editais de pesquisa que unam suplementação e exercício – bons projetos atraem recursos.
Perguntas frequentes
Minha escola não tem quadra. E agora?
Use o pátio, a sala vazia ou a praça da esquina. O importante é mover o corpo com segurança.
Suplemento é obrigatório?
Nem sempre. A equipe de saúde avalia cada caso. Muitas vezes, comida fresca já resolve.
Brincar pode atrapalhar o estudo?
Pelo contrário! Programas na Colômbia mostraram menos abandono escolar quando a atividade física entrou na rotina.
Conclusão

Integrar comida de qualidade e esportes simples faz diferença gigante no crescimento e no aprendizado das crianças. Quando prato e quadra conversam, quem ganha é a infância. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que juntos – famílias, escolas e governo – podemos criar pontes seguras para um futuro mais forte. Lembre: crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Alimentação e Nutrição. 2. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2021.
- UNICEF. Situação da Infância Brasileira 2022. Brasília, DF: UNICEF, 2022.
- World Health Organization. Guidelines on Physical Activity, Sedentary Behaviour and Sleep for Children Under 5 Years of Age. Geneva: WHO, 2019.
- Brasil. Ministério da Saúde. Relatório de Gestão do Programa Saúde na Escola – 2022. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023.
- Republic of Ghana. School Feeding & Active Play Impact Report 2019-2022. Accra: Ministry of Education, 2022.
- Colombia. Departamento de la Prosperidad Social. Evaluación del Programa “Juega y Aprende”. Bogotá: DPS, 2021.
- IPEA. Atlas da Infraestrutura Esportiva Brasileira. Brasília, DF: IPEA, 2020.
- Brasil. Conselho Federal de Educação Física. Censo da Profissão 2021. Brasília, DF: CONFEF, 2022.
- Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de Atividade Física na Recuperação Nutricional. Rio de Janeiro: SBP, 2023.
- FGV. Avaliação Econômica da Lei de Incentivo ao Esporte. São Paulo: Fundação Getúlio Vargas, 2021.
- Prefeitura de Fortaleza. Relatório Anual do Projeto Movimenta Criança 2022. Fortaleza, CE: Secretaria Municipal de Saúde, 2023.
- Brasil. Ministério da Saúde. Vida Ativa Amazônia: Resultados 2018-2022. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2022.
- FAO. The State of Food Security and Nutrition in the World 2023. Rome: FAO, 2023.
- IFAD. Global Nutrition Report 2022: Policy Pathways. Rome: International Fund for Agricultural Development, 2022.