Economize sem descuidar da saúde: controle da asma infantil

Saiba como gerenciar a asma infantil para reduzir gastos com remédios, emergências e rotina familiar sem perder a qualidade do tratamento

Seu filho tem asma? Então você já percebeu que as crises não mexem só com a saúde, mas também com o bolso e a rotina de toda a casa. A boa notícia é que cuidar bem da asma pode sair muito mais barato do que lidar com emergências. Vamos explicar, de maneira simples, onde o dinheiro vai parar e como reduzir esse peso. Vem com a gente!

Por que a asma pesa no bolso?

Quando a asma não está controlada, a família gasta de 3 a 5 vezes mais com remédios de emergência, idas ao pronto-socorro e internações. É como um balde furado: você coloca dinheiro, mas ele escapa rápido.

Gastos diretos: o que aparece na conta

  • Remédios caros – usar corticoide em comprimido ou remédios biológicos, em vez da bombinha diária, pesa no orçamento.
  • Pronto-socorro e internações – cada internação custa, em média, R$ 3.300 ao sistema de saúde; parte sobra para a família em transporte e alimentação.
  • Exames repetidos – espirometria e raio-x feitos muitas vezes encarecem o cuidado.

Gastos indiretos: custam, mas ninguém vê

  • Faltas ao trabalho – pais perdem de 6 a 10 dias por ano para levar a criança ao médico.
  • Produtividade menor – noite mal dormida por causa da tosse reduz o rendimento em 20%.
  • Transporte e adaptações em casa – ônibus, Uber, capas anti-ácaro, filtros de ar… a lista cresce rápido.

Uma pesquisa mostrou: gastar cerca de R$ 350 por ano com a bombinha preventiva evita mais de R$ 2.000 em crises. Tratar bem é economizar.

Como a asma muda a rotina da família

  • Stress e ansiedade – pais têm 2,5 vezes mais risco de ansiedade.
  • Isolamento – festas e viagens são evitadas; a criança se sente frágil.
  • Carreira parada – às vezes um dos pais reduz horas de trabalho ou sai do emprego.

Caminhos para gastar menos e viver melhor

  1. Bombinha pelo Farmácia Popular – broncodilatadores e corticoides inalatórios têm desconto ou saem de graça. Informe-se na unidade mais perto.
  2. Plano de Ação escrito – um papel simples com “sinais de perigo” reduz 70% das idas ao pronto-socorro. Baixe nosso modelo aqui.
  3. Telemonitoramento – conversar por vídeo com a enfermeira uma vez por mês ajuda a usar a bombinha certo e evita crise.
  4. Direitos legais – em casos graves, a família pode pedir o Benefício de Prestação Continuada. Consulte o INSS.
  5. Casa sem ácaros – trocar a fronha toda semana e tirar tapetes pode cortar alergia em 60%.

Quando procurar ajuda?

Se a criança usa a bombinha de resgate mais de duas vezes na semana, acorda à noite ou limita brincadeiras, é sinal de alerta. Procure o pediatra ou o pneumologista.

Dúvidas comuns

A bombinha vicia? Não. A bombinha de manutenção é como o cinto de segurança: previne problemas.

Posso parar o remédio se melhorar? Pare só com orientação médica. A melhora mostra que o tratamento está funcionando.

Asma tem cura? Ainda não, mas é possível viver sem crises com o tratamento certo.

Aqui no Clube da Saúde Infantil acreditamos que informação clara e ação rápida fazem a diferença. Compartilhe este post com quem precisa!

Conclusão

As crises de asma podem pesar muito no bolso e no coração da família. Mas, com acompanhamento regular, uso correto da bombinha e pequenas mudanças em casa, é possível gastar menos, ter menos stress e ver seu filho brincar livremente. Lembre sempre: crescer com saúde é mais legal!


Referências

  • Custódio D, Melo MB, Almeida SM. Análise de custo-efetividade do uso de corticoide inalatório versus sequelas da asma não controlada. Revista de Economia da Saúde, v. 30, n. 1, p. 45-57, 2022.
  • Ferraz ER, et al. Quality-of-life assessment in caregivers of children with uncontrolled asthma. Pediatric Pulmonology, v. 56, n. 2, p. 348-356, 2021.
  • Global Initiative for Asthma. Global Strategy for Asthma Management and Prevention. Fontes de Financiamento da GINA, v. 1, 2023.
  • Ministério da Saúde (Brasil). Secretaria de Vigilância em Saúde. VIGITEL Brasil 2021: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília, DF, 2022.
  • Monteiro BL, Siqueira AF. Absenteísmo laboral relacionado à asma infantil não controlada. Revista de Saúde Pública, v. 55, p. 89, 2021.
  • Rodrigues EC, et al. Impacto econômico da asma no Brasil: análise de custos diretos e indiretos. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 47, n. 3, p. e20210045, 2021.
  • Silva IM, Gomes RL. Perda de produtividade dos pais de crianças com asma. Cadernos de Saúde Coletiva, v. 29, n. 4, p. 567-578, 2021.
  • Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Diretrizes Brasileiras de Manejo da Asma 2020. Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 46, supl. 1, p. e2020020, 2020.