Por dentro da aliança que une OMS, UNICEF e FAO contra a fome infantil
Saiba como OMS, UNICEF e FAO atuam em parceria para reduzir a desnutrição infantil e fortalecer programas de alimentação e saúde em diversos países.

Você sabia que, sem união entre países, nenhuma nação vence a batalha contra a fome infantil?
Aqui no Clube da Saúde Infantil, vamos mostrar, de forma simples, como três grandes agências da ONU — OMS, UNICEF e FAO — juntam forças para que mais crianças cresçam fortes e saudáveis.
Por que a união entre países é tão importante?
Muitos governos lutam contra a desnutrição, mas o problema é maior do que as fronteiras. Quando nações trabalham juntas, elas somam dinheiro, conhecimento e equipes especializadas. Assim, a ajuda chega mais rápido e com melhores resultados.
Quem faz parte desse time global?
OMS – Organização Mundial da Saúde
- Cria normas de saúde que orientam países do mundo todo.
- Mede peso e altura das crianças para acompanhar o crescimento e prevenir carências nutricionais.
UNICEF – Fundo das Nações Unidas para a Infância
- Mobiliza recursos em emergências, como guerras ou enchentes.
- Mantém programas contínuos de aleitamento materno e suplementação de vitamina A.
FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura
- Ajuda famílias rurais a plantar mais e melhor.
- Defende sistemas alimentares que garantem comida de verdade o ano todo.
Resultados que já aparecem
Nas últimas duas décadas, o número de crianças com baixa estatura no mundo caiu em um terço.
Países que seguiram as orientações de aleitamento materno da OMS e do UNICEF viram o aumento da amamentação exclusiva e melhorias no desenvolvimento infantil.
De onde vem o dinheiro?

Todos os anos, bilhões de dólares são destinados a projetos de nutrição infantil. Cada investimento internacional costuma gerar novas contrapartidas locais — um efeito multiplicador que amplia o impacto das ações.
Ainda assim, a maior parte dos recursos não chega aos lugares mais pobres, o que mostra a importância de melhorar a distribuição global dos fundos.
Desafios que ainda precisamos vencer
Burocracia e conflitos
Em países afetados por guerras ou crises políticas, é mais difícil comprovar dados e manter o fluxo de recursos. Isso atrasa a chegada de alimentos e cuidados essenciais.
Sistemas que não “conversam”
Cada agência da ONU usa plataformas diferentes para coletar dados. Quando um país precisa preencher relatórios em sistemas distintos, perde tempo e dinheiro. Iniciativas recentes já buscam integrar essas bases de informação, tornando o processo mais ágil e eficiente.
Novas ideias e tecnologias
Cooperação Sul-Sul
Países do Hemisfério Sul estão trocando experiências e soluções sem depender apenas das nações ricas. O Brasil compartilhou o modelo do Bolsa Família, enquanto Etiópia e Nepal adaptaram receitas locais de alimentos terapêuticos.
Big data e satélites
Imagens de satélite e dados climáticos são usados para prever surtos de desnutrição com meses de antecedência. É como olhar a previsão do tempo, mas para a fome — permitindo agir antes que o problema se agrave.
SMS que salva
Em alguns países africanos, mães recebem mensagens simples no celular com dicas sobre amamentação e alimentação infantil. Esse tipo de iniciativa aumentou o número de crianças amamentadas exclusivamente nos primeiros meses de vida.
O que isso significa para o Brasil?
Mesmo com avanços, muitas famílias brasileiras ainda enfrentam insegurança alimentar. Programas globais ajudam o país a manter o foco na nutrição e alinhar suas políticas com metas internacionais.
Ao seguir guias como o Global Strategy for Infant and Young Child Feeding, o Brasil reforça o compromisso com o aleitamento materno e a prevenção de deficiências nutricionais.
Perguntas comuns
Essas agências mandam nas decisões do meu país?
Não. Cada governo é responsável por suas políticas. As agências da ONU oferecem apenas apoio técnico e financeiro.
Tecnologia sozinha já resolve a fome?
Não. Além de inovação, é preciso vontade política, sistemas de saúde fortes e participação da comunidade.
Como você pode ajudar
- Divulgue informações corretas sobre amamentação — veja nosso guia em Aleitamento Materno.
- Apoie iniciativas locais de agricultura familiar.
- Siga fontes confiáveis como o UNICEF Brasil e o Ministério da Saúde.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que compartilhar conhecimento é o primeiro passo para que todas as crianças cresçam fortes e felizes.
Conclusão

A luta contra a desnutrição infantil precisa de união global. OMS, UNICEF e FAO mostram que, quando países somam forças, a fome diminui e a saúde aumenta.
Com apoio financeiro, tecnologia e vontade política, o sonho de zerar a fome infantil pode virar realidade. Junte-se a nós — crescer com saúde é mais legal!
Referências
- United Nations Children’s Fund. State of the World’s Children 2021: On My Mind. New York: UNICEF; 2021.
- World Health Organization. Global Nutrition Policy Review 2016–2021. Geneva: WHO; 2021.
- Development Initiatives. Global Nutrition Report 2021. Bristol: Development Initiatives; 2021.
- Food and Agriculture Organization. The State of Food Security and Nutrition in the World 2022. Rome: FAO; 2022.
- World Health Organization; United Nations Children’s Fund. Global Strategy for Infant and Young Child Feeding.Geneva: WHO; New York: UNICEF; 2021.
- Victora, C. G. et al. Breastfeeding in the 21st Century. The Lancet, v. 387, n. 10017, p. 475–490; 2016.
- OECD. Creditor Reporting System. Paris: OECD; 2022.
- Global Alliance for Improved Nutrition. Annual Report 2022. Geneva: GAIN; 2022.
- International Food Policy Research Institute. Global Food Policy Report 2022. Washington, DC: IFPRI; 2022.
- United Nations Children’s Fund. UNICEF Nutrition Thematic Report 2022. New York: UNICEF; 2023.
- World Bank. Nutrition Data Interoperability Project: Progress Brief. Washington, DC: World Bank; 2022.
- FAO; World Food Programme. South-South Cooperation for Nutrition-sensitive Agriculture. Rome: FAO; WFP; 2021.
- Food and Agriculture Organization. FAO-China South-South Cooperation Trust Fund: Achievements 2015–2021.Rome: FAO; 2022.
- Johns Hopkins University. Predictive Analytics for Nutrition Early Warning Systems. Baltimore: JHU; 2022.
- GSMA. Mobile for Development mNutrition Initiative: Endline Report. London: GSMA; 2021.
- World Health Organization; United Nations Children’s Fund. Protecting Children’s Nutrition During the COVID-19 Pandemic. Geneva: WHO; New York: UNICEF; 2020.