Alimentação escolar nas férias: países mostram modelo que inspira o Brasil

Conheça experiências internacionais que mantêm a nutrição infantil nas férias e aprenda ideias práticas que podem fortalecer famílias brasileiras.

Férias devem ser tempo de brincar, não de passar fome. Mas muitas crianças deixam de receber a merenda quando a escola fecha. Aqui no Clube da Saúde Infantil, vamos mostrar exemplos de programas de alimentação nas férias que já funcionam em outros países e o que podemos aprender com eles.

Por que falar de alimentação nas férias?

Sem aula, muitas famílias perdem a ajuda da merenda. Isso aumenta o risco de fome infantil. Programas de alimentação nas férias combatem esse problema e ainda trazem economia futura em saúde e educação.

O que outros países fazem?

Estados Unidos – Summer Food Service Program (SFSP)

Desde 1975, o SFSP serve refeições para mais de 2,7 milhões de crianças todo ano, em 47 mil locais. As comidas são entregues em escolas, centros comunitários e até parques. O segredo é misturar comida com atividades divertidas, como esportes e leitura.

Reino Unido – Holiday Activities and Food Programme (HAF)

No Reino Unido, o HAF atende mais de 50 mil crianças. As refeições vêm junto com brincadeiras e oficinas de arte. Isso aumenta o interesse das famílias e mantém as crianças ativas.

Portugal – Cantinas abertas o ano todo

Algumas escolas portuguesas mantêm a cantina aberta mesmo nas férias. Com bom planejamento, a comida não para e ninguém fica sem refeição.

Chile – Escolas abertas em áreas vulneráveis

O Chile mantém 70% das escolas funcionando nas férias em regiões com mais pobreza. O país reduziu em 30% os casos de insegurança alimentar nesse período. A logística é simples: as mesmas cozinhas e funcionários continuam trabalhando.

O que essas experiências ensinam ao Brasil?

  • Parceria comunitária: envolver prefeituras, ONGs e empresas, como nos EUA.
  • Combinar comida e diversão: juntar refeição com esporte e cultura aumenta a participação.
  • Manter cozinhas abertas: Portugal e Chile mostram que é possível usar a estrutura já existente.
  • Boa relação custo-benefício: cada real investido pode economizar até três reais no futuro.

Perguntas frequentes

1. Quanto custa?
Varia por cidade, mas estudos internacionais indicam retorno de até 3 para 1 no longo prazo.

2. Quem pode ajudar?
Escolas, prefeituras, voluntários e empresas locais.

3. Precisa de estrutura nova?
Não. Cozinhas escolares já existentes podem ser usadas, como em Portugal.

Convite à ação

Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que nenhuma criança deve sentir fome, nem mesmo nas férias. Compartilhe este artigo com pais, professores e gestores da sua cidade. Juntos, podemos transformar boas ideias em refeições de verdade!

Conclusão

Programas dos EUA, Europa e Chile mostram que é possível alimentar bem as crianças nas férias usando escolas, recreação e parceria da comunidade. Trazer essas lições para o Brasil é um caminho simples para que nossas crianças continuem fortes e felizes o ano inteiro. Crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. United States Department of Agriculture. Summer Food Service Program Annual Report 2022. Washington, DC: USDA; 2023.
  2. World Food Programme. School Feeding Programs: Global Analysis. Rome: WFP; 2022.
  3. European Commission. School Food Policies in EU Member States. Brussels: EC; 2023.
  4. Ministerio de Educación de Chile. Programa de Alimentación Escolar: Informe Anual. Santiago: MINEDUC; 2022.
  5. World Bank. Cost-Benefit Analysis of School Feeding Programs. Washington, DC: World Bank; 2022.