Alimentos que surpreendem: identificando alergias antes das crises

Aprenda a reconhecer sinais e proteger crianças de reações inesperadas

Você sabia que cerca de 2 milhões de crianças brasileiras têm algum tipo de alergia alimentar? Aqui no Clube da Saúde Infantil, vamos explicar de forma simples e clara tudo o que você precisa saber sobre esse assunto tão importante. Conhecimento é o primeiro passo para cuidar melhor dos nossos pequenos!

O que é alergia alimentar

A alergia alimentar acontece quando o corpo confunde um alimento comum com algo perigoso. É como se o sistema de defesa do corpo tocasse um alarme sem necessidade, causando diferentes reações no organismo.

Os números no Brasil

• 6 a 8 em cada 100 crianças têm alergia alimentar.
• Nas grandes cidades, esse número pode chegar a 9 em cada 100.
• Nos últimos 20 anos, o número de casos aumentou 50%.

Os principais vilões: alimentos que mais causam alergia

• Leite de vaca (2,5% das crianças).
• Ovos (2% das crianças).
• Trigo (1,5% das crianças).
• Amendoim (1,2% das crianças).
• Soja (1% das crianças).
• Frutos do mar (0,8% das crianças).

Como reconhecer uma alergia alimentar

Os sinais mais comuns são:
• Manchas vermelhas na pele (70% dos casos).
• Inchaço no rosto ou corpo.
• Dor de barriga e vômito (50% dos casos).
• Dificuldade para respirar (30% dos casos).
• Em casos muito graves, pode haver uma reação forte em todo o corpo (menos de 1% dos casos).

Impacto na vida escolar

Crianças com alergia alimentar podem enfrentar:
• Mais faltas na escola (média de 8 dias por ano).
• Dificuldade para participar de festinhas e eventos.
• Menor rendimento nos estudos quando a alergia não é bem controlada.
• Ansiedade em momentos de alimentação.

Por que as alergias estão aumentando?

Os cientistas descobriram algumas razões:
• Ambientes muito limpos podem atrapalhar o desenvolvimento das defesas do corpo.
• Mudanças na alimentação, com mais produtos industrializados.
• Fatores genéticos que passam de pais para filhos.
• Alterações na forma de introduzir alimentos na vida do bebê.

Conclusão

Lembre-se: ter alergia alimentar não é “frescura” e merece atenção especial. Com os cuidados certos e apoio adequado, as crianças podem ter uma vida normal e saudável. No Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal, mesmo com alguns desafios pelo caminho!


Referências

  1. Solé D, et al. Consenso Brasileiro sobre Alergia Alimentar: 2018.
  2. Ministério da Saúde (BR). Mapeamento das alergias alimentares no Brasil; 2019.
  3. Associação Brasileira de Alergia e Imunologia. Diretrizes brasileiras; 2020.