Alimentos ultraprocessados representam risco real para crianças
Ultraprocessados trazem excesso de açúcar, aditivos e químicos das embalagens. Veja como proteger seu filho com escolhas simples e seguras.

Você já parou para contar quantos alimentos prontos, em pacotinhos coloridos, fazem parte do dia a dia do seu filho? Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos que esses produtos podem parecer práticos, mas trazem riscos sérios para o corpo que ainda está crescendo. Vamos explicar tudo de forma simples e rápida.
O que são alimentos ultraprocessados?
Alimentos ultraprocessados são produtos feitos quase só de ingredientes industriais. Exemplos: salgadinhos, biscoitos recheados, sucos em pó. Eles contêm corantes, aromas artificiais e muito açúcar ou sal.
Por que eles fazem mal para a criança?
Muito açúcar, sal e gordura
Pesquisas mostram que metade das crianças brasileiras menores de 2 anos já consome ultraprocessados com frequência. Esse hábito triplica o risco de obesidade e resistência à insulina antes dos 7 anos.
Aditivos que bagunçam o intestino
Emulsificantes e conservantes podem alterar a microbiota intestinal e aumentar a inflamação. Pense no intestino como um jardim: os aditivos funcionam como pragas que atrapalham as bactérias boas.
Embalagens de plástico e os “químicos invisíveis”
Mais de 400 compostos podem migrar do plástico para os alimentos, e muitos interferem nos hormônios. Esses chamados disruptores endócrinos podem deixar marcas que duram por toda a vida.
Como proteger seu filho hoje
Prefira comida de verdade
Arroz, feijão, frutas e legumes são tijolos fortes para construir um corpo saudável.
Olho no rótulo
Se a lista de ingredientes é comprida ou cheia de nomes difíceis, provavelmente é ultraprocessado. Rotulagem frontal de advertência ajuda a escolher melhor.
Apoie boas regras para todos
Medidas como limitar propaganda infantil e adotar rótulos claros podem reduzir em até um quarto o consumo desses produtos. Converse sobre isso com outros pais e na escola.
Conclusão

Ultraprocessados parecem inofensivos, mas prejudicam o metabolismo, o intestino e até os hormônios das crianças. Troque pacotinhos por comida de verdade, leia rótulos e apoie políticas de proteção. Crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Silva MR, Santos JP, Oliveira A. Ultra-processed food consumption among Brazilian children. Rev Saude Publica. 2021;55:45.
- Martinez-Gonzalez MA, Bes-Rastrollo M. Early nutrition and metabolic programming. Pediatr Res. 2020;88:701-708.
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- Ministério da Saúde. Pesquisa Nacional de Saúde. Brasília; 2023.
- World Health Organization. Ultra-processed foods, diet quality and health. Geneva: WHO; 2023.