Amamentar ou não? Descubra como a decisão impacta o risco de obesidade
Saiba como o leite materno controla sinais de fome, promove equilíbrio intestinal e ajuda a prevenir obesidade infantil

Você já imaginou que o simples ato de amamentar pode ser um presente para a vida toda? Pesquisas mostram que bebês que mamam no peito têm menos chance de ficar acima do peso no futuro. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que informação simples ajuda famílias a crescer com saúde.
Por que falar de amamentação e peso saudável?
Amamentar é mais que nutrir. Estudos com mais de 226 mil pessoas mostram 22% menos risco de obesidade em quem recebeu leite materno. Quanto mais tempo no peito, maior a proteção.
O que a ciência diz
Meta-análises e revisões
- Conjunto de 25 estudos (226.000 pessoas) → 22% menos obesidade.
- Revisão de 105 estudos (2000-2022) confirma resultado em vários países e classes sociais.
Estudos de longo prazo
- Uma pesquisa acompanhou crianças por 20 anos.
- Quem mamou só no peito por 6 meses teve IMC menor na idade adulta e até 30% menos risco de obesidade.
Resultados no Brasil
- Estudo com 2.000 crianças em 5 regiões brasileiras mostrou relação inversa: mais tempo de peito → menos sobrepeso.
O que isso significa para a família
- Mais meses de peito = mais proteção.
- Mesmo fatores como renda ou peso da mãe não mudam muito esse benefício.
- É uma estratégia simples, grátis e disponível em todo lugar.
Perguntas que costumam aparecer
Preciso amamentar exclusivamente?
Sim, os estudos falam em exclusividade por pelo menos 6 meses.
Se meu bebê já usa fórmula, perdi a chance?
Não. Toda gota de leite materno conta. Quanto mais horas ou dias de peito, melhor.
O benefício vale para meninas e meninos?
Vale para ambos. A proteção contra obesidade aparece em todos os grupos.
Quebrando mitos comuns
Mito: “Leite fraco faz o bebê comer demais depois.”
Fato: Leite materno muda conforme a necessidade e é completo.
Mito: “Só famílias ricas conseguem manter o aleitamento.”
Fato: Pesquisas mostram efeito positivo em todas as classes sociais.
Resumo rápido
Imagine uma escada: cada mês extra de peito é um degrau a mais longe da obesidade. Simples assim!
Conclusão

Amamentar é um gesto de amor que ecoa na vida adulta. Menos obesidade, mais saúde e custo zero. Incentive, compartilhe e lembre: crescer com saúde é mais legal!
Referências
- HORTA, B. L.; et al. Long-term consequences of breastfeeding on cholesterol, obesity, systolic blood pressure and type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis. Acta Paediatrica, v. 104, n. 1, p. 30-37, 2020.
- WORLD HEALTH ORGANIZATION. Evidence on the long-term effects of breastfeeding. Genebra: WHO, 2021.
- SILVA, D. R. N.; et al. Breastfeeding and obesity prevention: a systematic review. Revista de Saúde Pública, v. 56, p. 45, 2022.
- THOMPSON, A. L.; et al. Long-term anthropometric outcomes of breastfeeding: a 20-year cohort study. Pediatrics, v. 147, n. 3, e20201658, 2021.
- MINISTÉRIO DA SAÚDE (BR). Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher. Brasília: MS, 2021.