Medo de ir à escola? O que pode estar por trás da ansiedade de separação
Descubra o que causa o medo de ir à escola e como apoiar seu filho na adaptação escolar, reduzindo a ansiedade e fortalecendo o vínculo familiar.

Todo pai já passou por aquele momento difícil: seu filho chorando na porta da escola, não querendo soltar sua mão. Mas quando esse comportamento deixa de ser apenas uma fase normal e vira um problema que precisa de atenção especial? Aqui no Clube da Saúde Infantil, vamos ajudar você a entender melhor esse assunto tão importante.
O que é ansiedade de separação
A ansiedade de separação acontece quando a criança sente um medo muito forte de ficar longe dos pais ou cuidadores. É como se ela tivesse um alarme interno que dispara sempre que precisa se separar de quem cuida dela.
Quando é normal e quando preocupar
É super normal crianças pequenas ficarem um pouco assustadas ao se separarem dos pais, principalmente:
- Entre 8 e 14 meses de idade.
- Entre 2 e 3 anos.
- No início do ano escolar.
Mas fique atento: se o medo durar mais de 4 semanas e atrapalhar muito a vida da criança e da família, pode ser hora de procurar ajuda profissional.
Sinais que seu filho pode mostrar
- Choro forte na hora de ir para escola.
- Dores de barriga ou cabeça antes de ir à aula.
- Pesadelos sobre ficar longe dos pais.
- Preocupação excessiva com a segurança da família.
- Não quer dormir sozinho.
- Inventa desculpas para não ir à escola.
Números importantes que você precisa saber

- 4% das crianças de 3 a 5 anos têm esse problema.
- 8 a 10% das crianças de 6 a 12 anos podem ser afetadas.
- Meninas têm um pouco mais de chance de desenvolver ansiedade de separação.
O impacto da pandemia
Depois da pandemia de COVID-19, mais crianças começaram a mostrar sinais de ansiedade de separação. Os números mostram que:
- 27% das crianças tiveram dificuldades para voltar à escola.
- O problema pode durar de 6 meses a 1 ano após o retorno às aulas.
Quem tem mais chance de desenvolver
Algumas crianças precisam de mais atenção, especialmente:
- Crianças com histórico de ansiedade na família.
- Pequenos mais tímidos ou medrosos desde sempre.
- Crianças que passaram por experiências difíceis de separação.
- Crianças com doenças crônicas como asma ou diabetes.
Atenção especial para crianças com doenças crônicas
Se seu filho tem alguma doença crônica, fique ainda mais atento. Estudos mostram que essas crianças têm 2,3 vezes mais chances de desenvolver ansiedade de separação.
Conclusão

Lembre-se: seu filho não está fazendo “manha” ou sendo “mimado”. A ansiedade de separação é um problema real que merece atenção e cuidado. Com o apoio certo e muito carinho, é possível ajudar as crianças a superarem esse desafio. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal, e isso inclui cuidar bem da saúde mental dos nossos pequenos!
Referências
- Sociedade Brasileira de Pediatria. Diretrizes para manejo da ansiedade na infância e adolescência. Rio de Janeiro: SBP; 2021.
- Fundação Oswaldo Cruz. Impactos da pandemia na saúde mental infantojuvenil: relatório técnico. Rio de Janeiro: FIOCRUZ; 2022.
- Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico: Saúde Mental Infantojuvenil. Brasília: MS; 2022.