O peso dos apelidos: por que o preconceito ainda começa tão cedo
Expressões e brincadeiras aparentemente inofensivas podem causar dor e afastamento. Veja como adultos atentos fazem diferença no desenvolvimento infantil.

Você sabia que mais da metade das crianças com doenças crônicas visíveis já passou por alguma situação de preconceito? Aqui no Clube da Saúde Infantil, queremos ajudar você a entender melhor esse problema e, principalmente, saber como proteger seu filho dessas situações difíceis.
O que é preconceito contra crianças com doenças crônicas
O preconceito acontece quando as pessoas tratam uma criança de forma diferente só porque ela tem uma doença que aparece no corpo ou usa algum equipamento médico, como bombinha de asma ou bomba de insulina.
Isso pode acontecer de várias formas:
- Olhares diferentes.
- Comentários maldosos.
- Exclusão de brincadeiras.
- Bullying na escola.
Como isso afeta as crianças
Estudos mostram que 65% das crianças com doenças crônicas visíveis já sofreram algum tipo de preconceito na escola. Isso pode fazer com que elas:
- Fiquem tristes ou isoladas.
- Não queiram ir à escola.
- Percam a confiança em si mesmas.
- Tenham dificuldade para fazer amigos.
Tipos de preconceito que precisamos conhecer
1. Preconceito dos outros
Quando as pessoas de fora tratam a criança de forma diferente.
2. Preconceito interno
Quando a própria criança começa a se sentir “diferente” ou “menos capaz”.
3. Preconceito familiar
Quando a família também sofre com comentários ou atitudes discriminatórias.
Como podemos ajudar
- Converse abertamente com seu filho.
- Ensine-o a responder a comentários difíceis.
- Trabalhe junto com a escola.
- Busque apoio profissional quando necessário.
Dicas práticas para pais e cuidadores
- Fortaleça a autoestima do seu filho todos os dias.
- Crie uma rede de apoio com outros pais.
- Informe professores e colegas sobre a condição.
- Celebre as conquistas, por menores que sejam.
Conclusão

Lembre-se: seu filho é muito mais do que qualquer condição de saúde. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que toda criança merece crescer feliz e segura, independente de suas características físicas. Com informação e apoio adequados, podemos criar um ambiente mais acolhedor para todas as crianças. Afinal, crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Goffman E. Stigma: Notes on the Management of Spoiled Identity. Englewood Cliffs: Prentice-Hall, 1963.
- Sentenac M, et al. Peer victimization and subjective health among students reporting disability or chronic illness in 11 Western countries. Eur J Public Health, 23(3):421–426, 2013.