Crescimento infantil: avaliação multidisciplinar assegura cuidado completo

Conheça o trabalho conjunto de pediatras, nutricionistas e endocrinologistas na avaliação do crescimento e saiba como esse olhar integrado ajuda a criança.

Você mede a altura do seu filho na porta de casa? Ótimo! Mas saber se ele cresce bem vai além da régua. Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos como uma equipe de especialistas trabalha junta para garantir que cada centímetro seja saudável. Vamos explicar tudo de forma simples, passo a passo.

Avaliação multidisciplinar: por que é importante?

Usar só a balança não basta. Quando pediatras, nutricionistas e endocrinologistas se unem, a chance de descobrir cedo um problema de crescimento pode subir até 40%. Isso significa tratamento rápido e mais tempo para brincar e aprender.

O que o protocolo completo analisa?

Medidas do corpo (antropometria)

  • Peso e altura com balança e estadiômetro calibrados.
  • Perímetro da cabeça para acompanhar o crescimento do cérebro.
  • Velocidade de crescimento: quanto a criança ganha de altura por ano.

É como medir um pé de feijão. Você anota o tamanho hoje e compara daqui a alguns meses para ver se ele está subindo bem.

Histórico de saúde e ambiente

O médico pergunta sobre doenças anteriores, alimentação e até se há espaço para brincar em casa. O contexto familiar é como o solo: se não for bom, a planta (a criança) não cresce forte.

Avaliação nutricional

O nutricionista verifica se o prato tem nutrientes suficientes. Comida variada é combustível para o corpo esticar.

Quem faz parte da equipe?

  • Pediatra: coordena todo o processo.
  • Endocrinologista: avalia os hormônios.
  • Nutricionista: ajusta a dieta.

Cada profissional é como um jogador em campo. Juntos, marcam gol na saúde!

Exames e biomarcadores

  • Hemograma completo
  • Ferro sérico
  • Tireoide (TSH, T4)
  • IGF-1 e IGFBP-3 (mostram ação do hormônio do crescimento)
  • Radiografia de punho e mão para idade óssea

A idade óssea funciona como um “relógio interno” do corpo. Ele diz se ainda há tempo para crescer.

Perguntas que os pais costumam fazer

  1. “Meu filho é o menor da turma. Preciso me preocupar?”
    Se ele segue a própria curva de crescimento, pode ser normal. A avaliação completa confirma.
  2. “Tem exame de sangue para ver se falta hormônio?”
    Sim. Os níveis de IGF-1 ajudam a responder.
  3. “A alimentação sozinha resolve?”
    Dieta ajuda muito, mas às vezes é preciso tratar hormônios ou outras condições.

Mitos e verdades

Mito: “Tomar vitaminas faz a criança ficar alta.”
Verdade: vitaminas só ajudam se houver deficiência. O acompanhamento médico evita excessos.

Próximos passos

Marque consultas regulares e leve todas as anotações de peso e altura. Assim, a equipe compara os dados e decide o melhor plano.

Conclusão

Detectar cedo qualquer freio no crescimento é como achar um buraco na estrada antes de furar o pneu. Com uma equipe unida, exames certos e cuidados diários, seu filho tem tudo para alcançar todo o seu potencial. Crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. Silva, M. R. et al. Impacto da avaliação multidisciplinar no diagnóstico de déficit estatural. Rev Nutr, v. 34, e190166, 2021.
  2. Sociedade Brasileira de Pediatria. Consenso de Avaliação do Crescimento. São Paulo: SBP, 2021.
  3. Martinez, A. et al. Biomarcadores no diagnóstico de déficit de crescimento. J Pediatr Endocrinol, v. 23, n. 4, p. 456-463, 2021.