Unidos por cada criança: como cortar o ciclo do bullying por peso
Descubra ações conjuntas de escola e família que rompem o ciclo do bullying, protegem a autoestima das crianças e fortalecem vínculos de apoio.

Você já ouviu piadas sobre o corpo de uma criança? Isso é bullying por peso. Ele machuca e pode afastar o aluno da sala de aula. A boa notícia: quando escola e família trabalham juntas, os casos caem quase pela metade. Vamos mostrar como fazer isso de forma simples e rápida.
Por que a parceria é tão importante
Pense em uma corrente: cada elo precisa estar firme para ela não quebrar. A união entre pais e professores é um dos pontos mais fortes na luta contra o bullying por peso.
Dados que animam
- Reuniões mensais com pais reduziram em 30% os insultos sobre aparência.
- Um contrato de regras, falado em casa e na escola, aumenta em 40% o respeito às normas.
Como criar uma parceria de sucesso
Círculo colaborativo
É como uma roda de conversa. Pais, alunos, professores, equipe de saúde e direção se reúnem para:
- Analisar números de conflitos.
- Definir metas simples, como acabar com apelidos em 60 dias.
- Dividir tarefas claras entre todos.
Contrato de corresponsabilidade
A escola entrega um termo curto de direitos e deveres. Pais e alunos assinam e conversam sobre ele em casa. Quando o tema vai para a mesa do jantar, a regra “ganha vida”.
Grupo de mediação entre alunos
Alguns estudantes, eleitos pelos colegas, recebem treino de profissionais de psicologia. Eles ajudam a resolver brigas na hora e criam sentimento de pertencimento.
Fale rápido e acompanhe de perto

Passo a passo do protocolo
- Identificar: qualquer adulto registra o caso em formulário on-line.
- Notificar: famílias da vítima e do agressor são chamadas em até 24 horas.
- Acompanhar: reuniões quinzenais por dois meses e revisões a cada bimestre.
Plataformas de agenda digital facilitam a comunicação com os pais. Em algumas cidades, o uso de aplicativos reduziu quase pela metade a reincidência de casos.
Quem faz o quê
- Professor: observa, relata e aborda diversidade corporal em aula.
- Coordenação: reúne famílias e indica apoio de saúde mental.
- Psicólogo escolar: cria plano de resiliência para a vítima.
- Pais: reforçam a mensagem de respeito em casa e nas redes sociais.
- Aluno-mentor: atua como colega guardião nos recreios.
Dificuldades comuns e soluções
“Meus pais não têm tempo”
Use reuniões on-line ou mensagens de voz que possam ser ouvidas depois.
“Isso é culpa da escola, não minha”
Comece a conversa elogiando o aluno e apresente dados claros antes de pedir mudanças.
Diferenças culturais
Convide líderes da comunidade para rodas de conversa. O respeito ao corpo vale para todos.
Conflito que não para
Se o agressor insiste, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê medidas socioeducativas.
Como manter a parceria viva
- Inclua metas de convivência no plano anual da escola.
- Separe verba para formações e encontros.
- Realize pesquisas rápidas com pais e alunos para avaliar ações.
- Comemore vitórias: certificados e reconhecimentos aumentam a motivação.
Conclusão

Quando cada pessoa entende seu papel, a escola vira um lugar seguro e acolhedor. Pequenos passos, feitos todos os dias, desmontam o bullying por peso. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!
Referências
- SOUZA, Maria Clara; BAPTISTA, Jorge. Parceria escola-família na prevenção do bullying: evidências brasileiras. Psicologia Escolar, Belo Horizonte, v. 24, n. 2, p. 101-112, 2020.
- CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Manual de orientação para enfrentamento do bullying. Brasília: CFP, 2019.
- BRASIL. Ministério da Educação. Programa de Apoio à Convivência Escolar: guia prático. Brasília: MEC, 2021.
- ABRAPIA. Cartilha de boas práticas contra o bullying. Rio de Janeiro: ABRAPIA, 2022.
- PACHECO, Andrea et al. Efeitos de programas de prevenção de bullying por peso: estudo longitudinal em escolas paulistas. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 55, e23, 2021.
- ARAÚJO, Luciana; LOPES, Daniel. Contratos de corresponsabilidade e clima escolar. Educação em Revista, Brasília, v. 37, n. 1, p. 45-60, 2021.
- OLIVEIRA, Fernanda. Mediação de conflitos por pares e inclusão. Tese (Doutorado em Educação) — Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2019.
- SANTOS, Elisa; FONSECA, Miguel. Protocolos de comunicação para casos de bullying: uma revisão sistemática. Cadernos de Psicologia, Recife, v. 26, n. 4, p. 88-104, 2018.
- COSTA, Priscila; MORAES, Felipe. Uso de aplicativos escolares na redução do bullying: estudo de caso em Goiânia. Anais do Congresso Brasileiro de Informática na Educação, Goiânia, 2022.
- GOVERNO DE SANTA CATARINA. Protocolo estadual de enfrentamento ao bullying. Florianópolis: Secretaria de Estado da Educação, 2021.
- LIMA, Renata. Comunicação não violenta em reuniões com responsáveis. In: Psicologia escolar aplicada. São Paulo: Vetor, 2020. p. 210-225.
- BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990. Diário Oficial da União, Brasília, 1990.