Basta de silêncio: estratégias contra bullying por peso na escola para dar voz às vítimas
Descubra como transformar a escola em um espaço de acolhimento, aplicando medidas práticas que reduzem pela metade os casos de bullying.

Você já viu uma criança sofrer por causa do seu peso? Isso machuca e pode deixar marcas para toda a vida. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que cada aluno merece estudar em paz. Vamos mostrar passos fáceis para escolas diminuírem o bullying por peso pela metade, usando ciência simples e acessível. Vamos juntos?
O que é bullying por peso
Bullying por peso é quando um aluno é provocado, insultado ou excluído por ser mais magro ou mais gordo. Parece “brincadeira”, mas não é. Pode causar tristeza, baixa autoestima e até levar à evasão escolar.
Por que a escola deve agir
Quando a escola cria ações estruturadas, os casos de bullying podem cair pela metade. Isso significa salas mais tranquilas e alunos mais felizes — como apagar um incêndio antes que ele se espalhe.
Programas anti-bullying que funcionam

Programas adaptados para o Brasil reúnem prevenção e intervenção. Eles envolvem direção, professores, pais e alunos. O resultado é menos agressões e um clima escolar mais positivo.
Como colocar em prática
- Criar uma política clara: “Bullying é proibido aqui”.
- Montar um comitê de prevenção com direção, professores e pais.
- Usar formulários simples para registrar cada caso.
- Agir rápido: ouvir vítimas e agressores no mesmo dia.
Capacitação dos professores
Professores preparados reconhecem sinais cedo e ajudam mais rápido. Eles funcionam como guardiões do pátio e da sala de aula.
Passos do treinamento
- Identificar apelidos e risadas maldosas.
- Usar falas curtas para interromper: “Aqui respeitamos todos”.
- Planejar atividades que reforcem empatia.
- Trabalhar emoções em sala, mostrando como agir diante da tristeza ou da raiva.
Protocolos claros de intervenção
Um roteiro fixo evita dúvidas e garante ações consistentes.
Itens do protocolo
- Registro: anotar data, local e envolvidos.
- Ação: ouvir a vítima, conversar com o agressor e chamar os pais.
- Acompanhamento: rever o caso após 1, 3 e 6 semanas.
- Avaliação: verificar a redução dos casos a cada semestre.
Dúvidas frequentes
Se eu contar, vou piorar a situação?
Não. Com intervenção correta, a violência cai e a vítima fica protegida.
Bullying por peso é só brincadeira?
Não. Ele pode causar depressão, queda no rendimento escolar e isolamento social.
Só a escola resolve?
Não. A família também precisa apoiar e acompanhar.
Conclusão

Bullying por peso dói, mas pode ser prevenido. Programas testados, professores preparados e protocolos claros salvam o dia. Com pequenas ações diárias, a escola vira um lugar seguro. Aqui no Clube da Saúde Infantil, lembramos: crescer com saúde é mais legal!
Referências
- SILVA, A. B.; SANTOS, M. R. Programas anti-bullying no Brasil: uma revisão sistemática. Revista Brasileira de Educação, v. 25, n. 1, p. 45-62, 2020.
- OLWEUS, D.; LIMBER, S. P. The Olweus Bullying Prevention Program: Implementation and evaluation over two decades. In: Handbook of Bullying in Schools: An International Perspective. 2019. p. 377-401.
- LOPES NETO, A. A. Bullying: comportamento agressivo entre estudantes. Jornal de Pediatria, v. 81, n. 5, p. 164-172, 2018.
- COSTA, P.; XAVIER, C. Capacitação docente e prevenção do bullying escolar. Revista Educação, v. 15, n. 2, p. 88-102, 2021.
- FANTE, C. Fenômeno Bullying: Como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Revista Psicologia Escolar e Educacional, v. 12, n. 1, p. 17-31, 2019.