Equipe multidisciplinar contra bullying por peso: quando cada olhar faz diferença
Descubra como o trabalho conjunto de diferentes profissionais protege crianças, fortalece vínculos e reduz agressões dentro da escola.

Você já viu uma criança sofrer piadas por causa do peso? Isso dói e pode deixar marcas para toda a vida. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que ninguém precisa enfrentar isso sozinho. Vamos mostrar como diferentes profissionais se juntam para proteger as crianças e tornar a escola um lugar mais seguro e feliz.
Por que juntar vários profissionais
O bullying por peso não é só “brincadeira”. Ele mexe com o corpo, a mente e o ambiente da criança. Programas que envolvem professores, psicólogos e nutricionistas já mostraram queda significativa nos casos em apenas um ano.
Benefícios de trabalhar em grupo
- Menos isolamento e mais amizades.
- Melhora do índice de massa corporal saudável.
- Redução de sintomas de ansiedade.
Quem faz parte da equipe
- Professores e coordenadores: registram e interrompem o bullying na hora.
- Psicólogos escolares: promovem rodas de conversa e apoio individual.
- Nutricionistas: ajustam a merenda e reforçam que todo corpo tem valor.
- Profissionais de educação física: criam aulas inclusivas, sem competição exagerada.
- Assistentes sociais: conectam escola, família e serviços de saúde quando há maior risco.
Modelos que já funcionam
Núcleo interno escolar
Escolas de médio porte montam grupos fixos, com reuniões semanais. O protocolo segue etapas claras:
- Registro confidencial da primeira queixa.
- Entrevista com o aluno em caso de reincidência.
- Conversa com a família se o problema persistir.
Esse modelo mostra aos alunos que os conflitos têm solução.
Parcerias com postos de saúde e universidades
Em cidades com poucos recursos, estagiários de psicologia e nutrição visitam escolas a cada 15 dias. Mesmo com encontros curtos, os resultados são positivos.
Círculos de cuidado centrados no aluno
Reúnem vítima, agressor e famílias, guiados por um psicólogo. Em poucas sessões, a percepção de melhora no ambiente escolar já aparece.
Como medir se está dando certo

- Número de queixas registradas.
- Presença nas sessões de apoio.
- Resultados de questionários de comportamento.
- Autoavaliação da criança sobre o corpo.
Se há muitas faltas, a equipe flexibiliza horários. Se o bullying continua, o treinamento de professores é reforçado.
Protocolos de ação rápida
- Até 24 horas: a escola comunica a família.
- Até 72 horas: ocorre a primeira reunião da equipe completa.
- Casos graves: são encaminhados imediatamente a serviços de saúde mental, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Cada aluno conta com um profissional de referência que acompanha o caso por pelo menos seis meses, mesmo após a redução das agressões.
Conclusão

Quando professores, psicólogos e nutricionistas se unem, o bullying perde força e a criança ganha voz. Com ações rápidas e acompanhamento contínuo, criamos uma rede de proteção que valoriza todos os corpos e emoções. Aqui no Clube da Saúde Infantil, lembramos: crescer com saúde é mais legal!
Referências
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