Dermatite atópica: tratamentos inovadores com células-tronco
Células-tronco, PRP e engenharia de tecidos oferecem novas perspectivas para controlar a dermatite atópica grave. Veja como funcionam e seus potenciais.

Você ou seu filho sofrem com coceira forte e lesões na pele? A ciência está trazendo novas possibilidades. Entre elas, terapias com células-tronco, plasma rico em plaquetas e até técnicas de correção genética. Entenda como funcionam e em que estágio estão.
O que é dermatite atópica grave?
É um tipo de eczema em que a pele fica inflamada, coça e racha. Nos casos graves, os cremes comuns não são suficientes para controlar os sintomas.
O que é medicina regenerativa?

É o uso de células ou componentes do próprio organismo para reparar tecidos danificados. Funciona como substituir peças de um brinquedo para que volte a funcionar corretamente.
Terapia com células-tronco (MSCs)
- As células-tronco mesenquimais podem ser obtidas do cordão umbilical, da gordura ou da medula óssea.
- Elas ajudam a reduzir a inflamação ao regular o sistema imunológico.
- Estudos mostram redução de até 50% no índice de gravidade da doença após 12 semanas.
- Até 70% dos pacientes mantêm a melhora por períodos prolongados, com boa tolerância.
Plasma rico em plaquetas (PRP)
- O PRP é obtido do sangue do próprio paciente, processado para concentrar plaquetas.
- Aplicado diretamente nas lesões, acelera a cicatrização e reduz a vermelhidão.
- Estudos indicam aumento das proteínas de barreira da pele e diminuição da inflamação.
Engenharia de tecidos
- Scaffolds biocompatíveis funcionam como moldes que auxiliam na reconstrução da barreira cutânea.
- Podem carregar fatores de crescimento que reforçam a regeneração da pele.
Terapia gênica: esperança futura
- Em casos ligados a mutações, como no gene da filagrina, a terapia gênica busca corrigir o DNA.
- Técnicas como CRISPR/Cas9 ainda estão em fase experimental, mas mostram resultados animadores em laboratório.
Perguntas comuns
Esses tratamentos já estão no SUS? Ainda não, pois estão em fase de estudos clínicos.
São seguros para crianças? Os dados iniciais indicam boa segurança, mas sempre é necessário acompanhamento médico.
Podem substituir as pomadas? Podem reduzir o uso, mas nunca troque tratamentos sem orientação profissional.
Cuidados que não mudam
Enquanto a ciência avança, manter a pele hidratada, evitar sabonetes agressivos e seguir a receita médica continuam sendo medidas fundamentais. Para mais informações, consulte o Ministério da Saúde.
Conclusão

A medicina regenerativa abre novas perspectivas para o tratamento da dermatite atópica grave. Células-tronco, PRP e terapia gênica mostram potencial de aliviar os sintomas usando os próprios recursos do organismo. Até que estejam disponíveis na prática clínica, seguir o tratamento atual e manter acompanhamento médico são passos essenciais. Crescer com saúde é mais legal.
Referências
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