O alerta nas artérias: por que o colesterol alto em crianças brasileiras está em ascensão

Conheça o avanço expressivo do colesterol infantil e o maior risco cardiovascular em algumas faixas etárias. Descubra o que acelera esse cenário e como proteger seu filho.

Você sabia que 3 em cada 10 crianças brasileiras apresentam algum tipo de alteração no colesterol? O dado assusta — e o mais preocupante é que muitos pais só descobrem o problema quando ele já está instalado. Aqui no Clube da Saúde Infantil, explicamos por que esse aumento vem acontecendo e o que pode ser feito desde cedo para proteger a saúde dos pequenos.

O que é colesterol alto em crianças

O colesterol é uma gordura fundamental para o funcionamento do organismo, mas seu excesso pode comprometer o sistema cardiovascular. De forma simples, é como um cano que acumula sujeira ao longo do tempo: quando há quantidade demais, ele pode entupir. Nas crianças, esse processo pode começar muito cedo, inclusive a partir dos 2 anos.

Os números que merecem atenção

• Cerca de 30% das crianças brasileiras apresentam alteração no colesterol.
• Esse percentual representa aproximadamente 17 milhões de crianças.
• Entre 2 e 6 anos, 15% a 20% têm colesterol alto.
• Entre 7 e 12 anos, a taxa sobe para 25% a 30%.
• Entre 13 e 18 anos, pode chegar a 40%.

Diferenças entre as regiões do Brasil

As regiões Sul e Sudeste concentram os índices mais altos, mas o crescimento é nacional. Nos últimos 10 anos, o número de crianças com colesterol elevado aumentou cerca de 25%, indicando um avanço constante do problema em todo o país.

Por que isso está acontecendo

• Alimentação com grande presença de produtos ultraprocessados.
• Redução da atividade física no dia a dia.
• Aumento do tempo em frente a telas, como TV e celular.
• Maior prevalência de obesidade infantil.

Como os pais podem agir

  1. Levar a criança ao pediatra regularmente.
  2. Solicitar exames de sangue para monitoramento.
  3. Priorizar alimentos variados e naturais na rotina.
  4. Incentivar brincadeiras e atividades ao ar livre.
  5. Estabelecer limites saudáveis para o uso de telas.

Conclusão

Cuidar do colesterol desde a infância é um investimento direto na saúde futura. Consultas regulares, exames preventivos e hábitos equilibrados fazem diferença real. No Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal — e pequenas mudanças no presente podem criar uma geração mais forte e protegida.


Referências

  1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Diretrizes para prevenção da aterosclerose na infância e adolescência. Rio de Janeiro: SBP; 2019.
  2. Ministério da Saúde (BR). Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas. Brasília: Ministério da Saúde; 2020.