Teste simples: asma do seu filho está bem controlada?
Entenda os sinais de controle da asma, conheça testes usados por médicos e saiba como apoiar seu filho no dia a dia.

A asma é uma das doenças mais comuns na infância. Mas você sabe se a asma do seu filho está bem controlada? Aqui no Clube da Saúde Infantil, sabemos que essa é uma preocupação de muitos pais. A boa notícia é que existem formas simples e seguras de descobrir isso. Vamos te ensinar tudo que você precisa saber para cuidar melhor da respiração do seu pequeno.
O que significa asma controlada
Quando dizemos que a asma está controlada, significa que a criança:
- Respira bem na maior parte do tempo.
- Dorme sem acordar por falta de ar.
- Brinca e faz exercícios normalmente.
- Usa pouco o remédio de emergência.
É como cuidar de um jardim: quando regamos e cuidamos direito, as plantas ficam bonitas e saudáveis.
Testes que ajudam médicos e pais
Teste de Controle da Asma (ACT)
O ACT é um questionário simples com cinco perguntas. É como um jogo de pontos:
- 20 pontos ou mais: asma bem controlada.
- 19 pontos ou menos: precisa melhorar o cuidado.
As perguntas avaliam:
- Como a criança se sentiu nas últimas quatro semanas.
- Quantas vezes acordou à noite.
- Se conseguiu realizar suas atividades normalmente.
Questionário de Controle da Asma (ACQ)
Este teste considera a última semana:
- Menos de 0,75 pontos: muito bom controle.
- Mais de 1,5 pontos: a asma não está controlada.
Sinais que os pais devem observar

Sintomas durante o dia
- Tosse ou chiado mais de duas vezes por semana.
- Falta de ar durante brincadeiras.
- Queixa de peito apertado.
Sintomas durante a noite
- Acordar tossindo ou com falta de ar.
- Sono agitado.
- Cansaço no dia seguinte.
Uso da medicação de emergência
Se a criança usa a bombinha de resgate:
- Mais de duas vezes por semana: sinal de alerta.
- Todos os dias: precisa ajustar o tratamento com urgência.
Assim como um extintor de incêndio, o remédio de emergência deve ser usado só quando realmente necessário.
Exame da respiração (espirometria)
Este exame mede quanto ar sai dos pulmões. É como testar se um balão enche e esvazia bem.
O médico avalia um número chamado VEF1:
- 80% ou mais: respiração boa.
- Menos de 80%: pode precisar ajustar o tratamento.
A criança sopra forte em um aparelho. É simples e não dói.
Quando procurar o médico
Leve seu filho ao médico se:
- Os sintomas pioram mesmo com o tratamento.
- Precisa usar a bombinha de emergência com frequência.
- Não consegue brincar normalmente.
- Acorda à noite por causa da asma.
Frequência das consultas
- Asma não controlada: consulta a cada 1 a 3 meses.
- Asma controlada: consulta a cada 6 meses.
Dicas importantes para os pais
- Anote os sintomas em um diário simples.
- Conte quantas vezes a bombinha foi usada.
- Não interrompa o tratamento, mesmo quando a criança estiver bem.
- Ensine seu filho a usar os remédios corretamente.
Asma controlada significa criança feliz e ativa.
Conclusão

Cuidar da asma do seu filho não precisa ser complicado. Com os testes certos e observando os sinais importantes, você pode ajudar seu pequeno a respirar melhor e viver plenamente. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que toda criança merece correr, brincar e sonhar sem limitações. Trabalhe junto com o médico, use as ferramentas que ensinamos e lembre-se: crescer com saúde é mais legal.
Referências
- Global Initiative for Asthma. Global Strategy for Asthma Management and Prevention, 2023. Disponível em: www.ginasthma.org
- Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Diretrizes da SBPT para o Manejo da Asma. J Bras Pneumol. 2022;48(1):1-30.
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- National Asthma Education and Prevention Program. Expert Panel Report 3: Guidelines for the Diagnosis and Management of Asthma. J Allergy Clin Immunol. 2021;142:528-34.
- Reddel HK, Taylor DR, Bateman ED, et al. An official American Thoracic Society/European Respiratory Society statement: asthma control and exacerbations. Am J Respir Crit Care Med. 2021;180:59-99.
- Pizzichini MMM, Carvalho-Pinto RM, Cançado JED, et al. Recomendações para o manejo da asma grave da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. J Bras Pneumol. 2022;48(1):1-30.