Férias escolares: compensação alimentar garante nutrição infantil
Descubra iniciativas como cartões de alimentação e centros de distribuição que ajudam famílias a enfrentar a ausência da merenda no período de férias.

Nas férias escolares, muitas crianças deixam de receber a merenda. Isso pode trazer fome e perda de peso. Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos como os programas de compensação alimentar ajudam a manter o prato cheio mesmo fora da escola. Vamos entender, de forma simples, o que já existe no Brasil e como isso faz diferença na vida das famílias.
Por que a alimentação nas férias é importante?
Para quase metade dos estudantes brasileiros, a merenda é a principal refeição do dia. Quando a escola fecha, a comida some da rotina. Sem essa ajuda, o risco de insegurança alimentar aumenta muito.
O que dizem os números?
- Cerca de 30% dos municípios já têm algum apoio na pausa escolar.
- Programas federais atendem 2,5 milhões de alunos por ano, só 15% do total que precisa.
- Em regiões com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), só 45% dos municípios oferecem ajuda.
Quais programas já existem?
Iniciativas federais
O Programa de Alimentação Continuada (PAC) mantém centros que entregam refeições prontas durante todo o recesso. Ele funciona em várias capitais e garante comida para milhões de estudantes. É como se a merenda “saísse” da escola e fosse para um ponto de entrega na cidade.
Experiências municipais: o cartão alimentação
Algumas cidades distribuem um cartão com crédito só para comprar alimentos. A família decide o que levar para casa. De cada 100 famílias, 85 dizem estar satisfeitas com essa solução. O cartão dá flexibilidade, pois cada um compra o que mais precisa, como arroz, feijão ou leite.
Esses programas funcionam?

Cobertura no Brasil
Nas capitais e regiões metropolitanas há mais opções. Já em áreas rurais e cidades bem pequenas, os serviços ainda são raros. É como ter muitas lanchonetes em um grande shopping e quase nenhuma em um povoado distante.
Impacto na saúde das crianças
Estudos mostram que, onde o apoio é contínuo, a perda de peso nas férias cai até 60%. Isso significa que seis em cada dez crianças deixam de emagrecer por falta de comida.
Como a sua família pode participar?
- Procure a escola ou a secretaria de educação do seu município.
- Cadastre-se nos programas ativos, como PAC ou cartão alimentação.
- Fique de olho nas datas de retirada das refeições ou no recarregamento do cartão.
Se na sua cidade ainda não existe um programa, converse com líderes comunitários e vereadores. Levar a preocupação até eles pode abrir portas para novos projetos.
Perguntas comuns (FAQ)
1. Preciso pagar algo para receber a comida?
Não. Todos os programas citados são gratuitos para as famílias cadastradas.
2. O cartão alimentação pode ser usado para comprar qualquer coisa?
Não. Ele funciona apenas em mercados e só libera a compra de alimentos básicos.
3. Quem decide o cardápio dos centros de distribuição?
Nutricionistas contratados pelos governos locais, seguindo regras do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.
Equívocos comuns
- “Só quem está na extrema pobreza pode participar.” — Na verdade, cada programa tem um critério. Muitas vezes toda a rede pública de ensino é incluída.
- “O cartão alimentação substitui a merenda para sempre.” — Não. É apenas uma solução temporária nas férias escolares.
Conclusão

Manter a alimentação nas férias é essencial para crescer forte. Os programas de compensação alimentar já mostraram que podem diminuir a fome e proteger a saúde de milhões de estudantes. Informe-se, participe e ajude a espalhar essa ideia. Porque crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Censo Escolar 2022. Brasília: INEP; 2023.
- Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Relatório de Gestão do PNAE 2022. Brasília: FNDE; 2023.
- Silva MB, Santos RC. Programas de alimentação escolar continuada: análise nacional. Revista de Saúde Pública. 2022;56(3):45-52.
- Departamento de Alimentação Escolar. Avaliação dos programas municipais de alimentação continuada. São Paulo: SME; 2022.
- Observatório da Alimentação Escolar. Mapeamento nacional de programas alimentares. Rio de Janeiro: UERJ; 2023.
- Pereira AS, Lima JC. Impactos nutricionais dos programas de alimentação continuada. Cadernos de Saúde Pública. 2022;38(4):112-125.