A paz na escola se constrói no recreio, não no cartaz da parede

Atitudes pequenas, como diálogo e escuta, ajudam a prevenir conflitos e criam laços duradouros. Saiba como promover um ambiente de convivência saudável.

Você sabia que ações simples podem cortar o bullying pela metade? Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos como escolas, famílias e alunos podem, juntos, criar um lugar onde todos se sintam protegidos. Vamos aprender passo a passo!

O que é bullying

Bullying é quando uma criança sofre agressões repetidas, sejam físicas ou verbais. Pode deixar marcas profundas, como tristeza, medo e queda nas notas.

Por que falar de bullying ligado a doenças crônicas

Crianças com doenças crônicas, como asma ou diabetes, às vezes viram alvo de zoações. Quando a escola entende o problema e age cedo, todo mundo sai ganhando.

Três passos comprovados para prevenir o bullying

1. Programas antibullying baseados em evidências

  • Envolver toda a comunidade escolar — professores, pais, alunos e funcionários.
  • Fazer ações durante todo o ano, não só em datas especiais.
  • Medir os resultados de forma contínua.

Um estudo brasileiro com o Programa Olweus adaptado mostrou queda de 50% nos casos de bullying.

2. Educação em saúde que reduz o estigma

  • Explicar sobre doenças crônicas com linguagem simples.
  • Usar dramatizações e trabalhos em grupo para criar empatia.
  • Mostrar que cada corpo é único — e isso é normal.

Escolas que promoveram atividades participativas registraram menos piadas e mais amizade entre os alunos.

3. Políticas escolares inclusivas

  • Ter regras claras de acolhimento: quem procura ajuda fala com quem?
  • Criar protocolos para emergências de saúde, como crises de asma.
  • Acompanhar de perto os casos relatados e registrar tudo.

Escolas com políticas inclusivas recebem menos denúncias de discriminação e constroem um ambiente mais seguro.

Dicas rápidas para famílias e educadores

  • Observe mudanças de humor ou notas da criança.
  • Escute sem julgar e procure a direção da escola.
  • Participe de reuniões e treinamentos.
  • Reforce em casa que respeitar as diferenças é regra, não opção.

Perguntas que sempre surgem

Bullying é só brincadeira?
Não. Quando machuca ou humilha repetidas vezes, deixa de ser brincadeira.

Denunciar piora a situação?
Não. Escolas que registram e acompanham casos conseguem parar o ciclo de violência.

Meu filho tem diabetes. Como proteger?
Converse com a escola sobre o protocolo de saúde e peça inclusão em palestras educativas.

Que tal começar agora

  • Compartilhe este post com a direção da escola.
  • Monte um pequeno grupo de pais e professores para discutir as três estratégias.
  • Acompanhe outros artigos do Clube da Saúde Infantil sobre saúde emocional e doenças crônicas.

Conclusão

Quando toda a comunidade escolar se une, o bullying perde força. Programas bem planejados, educação em saúde e políticas inclusivas são como um trio de super-heróis que protege nossas crianças. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. UNESCO. School Violence and Bullying: Global Status Report. Paris: UNESCO, 2019.
  2. Silva JL, et al. Intervention in social skills and bullying. Revista Brasileira de Enfermagem, 71(3):1085-1091, 2018.
  3. Olweus D, Limber SP. Bullying in school: Evaluation and dissemination of the Olweus Bullying Prevention Program. American Journal of Orthopsychiatry, 80(1):124-134, 2010.
  4. World Health Organization. Global School Health Initiatives: Achieving Health and Education Outcomes. Geneva: WHO, 2020.
  5. Ministério da Educação (BR). Programa de Combate à Intimidação Sistemática. Brasília: MEC, 2020.
  6. Sociedade Brasileira de Pediatria. Bullying: aspectos clínicos e preventivos. Manual de Orientação. São Paulo: SBP, 2019.
  7. UNICEF. Creating Safe Learning Environments for Children with Chronic Conditions. New York: UNICEF, 2021.