Cortando riscos pela metade: como agir contra crises de asma
Um diálogo bem feito com a escola pode reduzir em até 50% o risco de crises de asma. Descubra como agir com segurança e clareza.

Você sabia que uma conversa bem-feita com a escola pode cortar pela metade o risco de crises de asma? Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos um passo a passo fácil, sem termos difíceis, para proteger quem mais amamos.
Por que conversar com a escola é tão importante
Escolas que têm um plano claro de comunicação registram até 60% menos crises de asma. Falar antes do primeiro dia de aula é como colocar um colete salva-vidas no seu filho: simples, mas essencial.
Passo 1 – marque uma reunião inicial
- Procure a coordenação ou direção.
- Leve um plano de ação com remédios, sintomas e contatos.
- Combine quem deve ser avisado em caso de falta de ar.
Passo 2 – entregue documentos que salvam vidas
Pense no plano de ação como um mapa do tesouro: mostra o que fazer em cada situação.
Inclua:
- Lista de remédios e horários.
- Sinais de alerta da criança.
- Telefones de emergência.
- Autorização médica para uso da bombinha.
Guarde uma cópia na secretaria, outra na mochila e uma com o professor.
Passo 3 – treine quem cuida

Não basta entregar o papel. Professores e funcionários precisam saber usá-lo. Escolas que treinam a equipe reduzem crises graves.
- Mostre como usar a bombinha (vale até usar uma boneca ou vídeo curto).
- Explique os sinais de falta de ar: tosse, chiado e fala curta.
- Combine onde o remédio ficará guardado: mochila ou enfermaria.
Passo 4 – mantenha a conversa viva
Reuniões a cada três meses ajudam a manter o controle da asma.
- Revise o plano se houver troca de medicamento.
- Peça feedback sobre o funcionamento do plano.
- Atualize telefones e doses sempre que necessário.
Equívocos comuns (e a verdade)
- “Bombinha faz mal.” Não faz. É o remédio que abre o pulmão rapidamente.
- “Asma é contagiosa.” Não é. A asma não passa de criança para criança.
- “Só preciso avisar a escola se houver crise.” Avisar antes evita a crise.
Perguntas que muitos pais fazem
Preciso avisar todos os professores?
Sim. Quem convive com a criança deve conhecer o plano.
Onde guardar o remédio?
Deixe em local seguro e de fácil acesso, conforme combinado com a escola.
E se a escola não quiser colaborar?
Mostre este guia e leve a orientação do médico. O direito à saúde é garantido por lei.
Conclusão

Falar abertamente com a escola, entregar documentos claros e manter encontros regulares são passos simples que reduzem crises de asma e aumentam a segurança do seu filho. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que informação salva vidas. Lembre-se: crescer com saúde é mais legal.
Referências
- Silva AB, Santos CD. Gestão escolar e doenças crônicas. Rev Bras Educ. 2021;26(1):45-62.
- Oliveira MR et al. Comunicação escola-família no manejo da asma. J Pediatr (Rio J). 2020;96(4):432-440.
- Santos FL, Lima RJ. Protocolos escolares para asma. Arq Bras Pediatr. 2021;8(2):123-135.
- Ferreira AC et al. Treinamento de equipes escolares para manejo de asma. Rev Paul Pediatr. 2022;40(1):78-85.
- Costa RS, Pereira ML. Efetividade de programas de comunicação escola-família. Rev Saúde Pública. 2021;55:23.