Crises de saúde na escola: o que realmente faz diferença na hora H
Descubra o que faz diferença nas crises de saúde infantis na escola e aprenda como agir com segurança até a chegada do socorro.

Quando uma crise de saúde acontece na escola, cada minuto conta. Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos um passo a passo simples para que professores e cuidadores ajam rápido e com segurança. Vamos aprender juntos?
Por que ter um plano é tão importante
Imagine um jogo de futebol sem regras — vira confusão, certo? O mesmo vale para emergências: ter um plano claro evita o improviso e salva vidas.
Sinais de alerta: olho vivo!
• Asma: falta de ar que piora, uso de força extra para respirar, oxigênio abaixo de 92% (verificado com oxímetro).
• Hipoglicemia: tremor, suor frio, criança confusa ou sonolenta.
• Convulsão: corpo rígido ou tremendo sem parar por mais de cinco minutos.
Viu qualquer desses sinais? Aja em até cinco minutos.
Papéis bem definidos
Como em uma peça de teatro, cada pessoa tem sua função:
- Funcionário 1 liga para o 192 (SAMU).
- Funcionário 2 aplica o remédio de resgate autorizado pela família e pelo médico.
- Funcionário 3 anota tudo: hora do início, ações realizadas e resultados.
Escolas treinadas reduzem em até 40% o tempo entre o início da crise e a administração do medicamento.
Monte um kit de emergência em 3 módulos

Módulo respiratório
Espaçador, broncodilatador spray, oxímetro descartável e contatos médicos.
Módulo metabólico
Glicosímetro, tiras, sachê de glicose 15 g, seringa de insulina e luvas.
Módulo convulsões
Midazolam na seringa ou diazepam retal, cronômetro e ficha de registro do tempo da crise. Deixe o kit em local visível — como a bola reserva na lateral do campo.
Treino contínuo: prática faz a perfeição
• Curso anual e revisão a cada seis meses.
• Simulações com bonecos aumentam em 35% a confiança dos educadores.
• Plataformas on-line, como o Telessaúde Brasil, ajudam sem custo adicional.
Conexão com a rede de saúde
Pelo Programa Saúde na Escola, combine ações com a UBS do bairro:
• Atualizar receitas e planos de ação a cada semestre.
• Receber visitas de enfermeiros para treinos presenciais.
• Aprender sobre novas tecnologias, como bombas de insulina.
Mantenha um cartaz perto do telefone com os números de emergência e um resumo dos alunos que necessitam de cuidados especiais.
Cultura de prevenção: melhor que remediar
O uso de check-lists diários de sintomas reduziu em 28% as crises de asma em escolas de Curitiba e Salvador. Perguntas simples, como “Como está sua respiração hoje?”, ajudam a detectar sinais precoces.
Também cuide do ambiente:
• Luz suave para alunos com epilepsia sensível à claridade.
• Geladeira exclusiva para armazenar insulina, como a cantina guarda os sucos.
Derrubando mitos comuns
Mito 1: “Só o enfermeiro pode usar o inalador.”
Verdade: Qualquer adulto treinado pode aplicar o spray com espaçador autorizado.
Mito 2: “A criança em convulsão deve ser contida à força.”
Verdade: Deite-a de lado, afaste objetos e marque o tempo. Não segure com força.
Checklist rápido para levar com você
• Reconheça o sinal de alerta.
• Peça ajuda e acione o 192.
• Dê o remédio de resgate.
• Anote tudo.
• Avise a família depois.
Salve este passo a passo no celular ou imprima e pendure na sala dos professores!
Conclusão

Preparar, treinar e prevenir: esse é o trio que garante uma escola segura e acolhedora. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que informação simples salva vidas e faz com que todos aprendam sem medo. Juntos, vamos mostrar que crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de orientação para escolas: DCNT na infância. 2. ed. Rio de Janeiro: SBP, 2022.
- Global Initiative for Asthma. Global strategy for asthma management and prevention. Fontana: GINA, 2023.
- American Diabetes Association. Standards of medical care in diabetes – 2024. Arlington: ADA, 2024.
- Cabral, R. K.; Santos, M. T. Impacto de protocolos escolares na resposta a crises asmáticas. Revista Paulista de Pediatria, v. 42, e2023189, 2024.
- World Health Organization. School health services: guidelines for chronic conditions. Geneva: WHO, 2021.
- Lima, C. A.; Ribeiro, J. L.; Ferreira, P. C. Simulação clínica para manejo de emergências pediátricas em escolas.Cadernos de Saúde Pública, v. 39, n. 2, p. 1-12, 2023.
- Cunha, V. P. Educação baseada em simulação: preparando educadores para urgências. Brasília: Editora ENF, 2020.
- Souza, M. H.; Lopes, F. M. Conhecimento de gestores escolares sobre protocolos SAMU. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 44, e20230145, 2023.
- Ministério da Saúde (Brasil). Programa Saúde na Escola: guia de integração saúde-educação. Brasília, 2022.
- Oliveira, D. S.; Mattos, C. C. Avaliação de check-list diário no controle de asma escolar. Jornal de Pediatria, v. 99, n. 4, p. 356-363, 2023.