Desafios dos primeiros socorros nas escolas: veja barreiras e soluções possíveis
Conheça os principais desafios para implementar primeiros socorros nas escolas brasileiras e veja como gestores e famílias podem colaborar para mudar o cenário.

Você já pensou se a escola do seu filho sabe agir rápido em uma crise de asma ou diabetes? Ensinar primeiros socorros salva vidas, mas muitas escolas brasileiras ainda enfrentam grandes obstáculos. Vamos descobrir juntos esses desafios e como podemos superá-los.
Por que falar de primeiros socorros na escola?
Primeiros socorros são cuidados rápidos que evitam que um problema de saúde piore. Em crianças com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como asma e diabetes, cada minuto conta.
Barreira 1 – falta de estrutura e dinheiro
- 67% das escolas públicas não têm sala de enfermagem equipada.
- Para comprar materiais e treinar funcionários, gasta-se de R$ 5.000 a R$ 15.000 por ano.
É como querer pintar uma casa sem ter pincel nem tinta. Sem materiais básicos, o treinamento fica parado.
O que pode ajudar?
Parcerias com postos de saúde locais e campanhas de arrecadação simples, como “caixinha do troco solidário”, podem reduzir custos.
Barreira 2 – medo de problemas legais
72% dos professores têm receio de “fazer algo errado” e serem processados.
É como dirigir um carro sem seguro: a pessoa sabe guiar, mas teme o prejuízo se bater.
O que pode ajudar?
Leis municipais ou estaduais que protejam o educador treinado e expliquem seus limites de ação. Informar o professor de que chamar o SAMU (192) e seguir o protocolo reduz riscos jurídicos.
Barreira 3 – falta de tempo na rotina escolar
83% das escolas dizem não conseguir encaixar treinamentos na agenda.
É como tentar colocar mais livros em uma mochila já cheia.
O que pode ajudar?
Treinos curtos, de 30 minutos, a cada dois meses. Vídeos rápidos podem ser vistos no início da reunião pedagógica.
Barreira 4 – quem pode dar o remédio?
A lei não é clara sobre professores administrarem medicamentos, o que gera insegurança.
O que pode ajudar?
Protocolos simples afixados na sala dos professores, explicando passo a passo o que fazer até chegar ajuda médica.
Como cada família pode colaborar
- Converse com a direção sobre a importância do tema.
- Ofereça apoio em campanhas de arrecadação.
- Mantenha na escola um plano de emergência do seu filho, assinado pelo médico.
Conclusão

Embora as barreiras sejam reais, elas não são intransponíveis. Com pequenas ações, união e boa informação, podemos tornar cada escola um lugar mais seguro para todas as crianças. Lembre: crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Silva MT, et al. Infraestrutura escolar e atendimento de emergências no Brasil. Revista de Saúde Pública, v. 55, p. 45, 2021.
- Oliveira RS, et al. Análise econômica de programas de capacitação em saúde escolar. Revista Brasileira de Educação, v. 25, e250145, 2020.
- Santos JL, et al. Custos e benefícios da implementação de programas de primeiros socorros nas escolas. Cadernos de Saúde Pública, v. 38, n. 2, e00089521, 2022.
- Ferreira AC, et al. Percepção docente sobre primeiros socorros no ambiente escolar. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 55, e03721, 2021.
- Costa MB, et al. Barreiras à implementação de programas de saúde escolar. Ciência & Saúde Coletiva, v. 27, n. 3, p. 891-901, 2022.
- Rodrigues PH, et al. Gestão do tempo e capacitação em saúde nas escolas brasileiras. Revista Brasileira de Gestão Educacional, v. 37, n. 1, p. 178-195, 2021.