Criança com sede constante? Entenda o risco de desidratação no diabetes insípido
Descubra como identificar e prevenir a desidratação no diabetes insípido infantil, reconhecendo sinais de alerta e agindo rápido para proteger a saúde.

Você já ouviu falar em diabetes insípido? Ele não é o “diabetes do açúcar”. O problema aqui é a perda de muita água em pouco tempo. Neste texto rápido, o Clube da Saúde Infantil explica por que a desidratação pode ser perigosa e como agir para proteger o seu filho.
O que é diabetes insípido?
É uma condição em que o corpo não consegue reter água como deveria. A criança urina em excesso e sente sede constante.
Por que a desidratação é perigosa?

Sem tratamento, a perda de água pode chegar a 10% do peso da criança em poucas horas. Isso deixa o sangue mais concentrado e pode causar sonolência, convulsões e até coma. Quando os níveis de sódio passam de 160 mEq/L, o risco de morte aumenta de forma significativa.
Sintomas de alerta
- Sede intensa que não melhora.
- Grandes volumes de urina por dia.
- Lábios secos e pele sem brilho.
- Confusão mental ou convulsão.
Quando procurar ajuda
Se notar sinais de desidratação, leve a criança imediatamente ao pronto-socorro. Cada minuto faz diferença.
Como tratar em uma emergência
No hospital, a equipe médica realiza:
- Monitoramento de pressão, pulso e respiração.
- Avaliação neurológica constante.
- Reposição de líquidos com soro intravenoso.
- Correção lenta do sódio (no máximo 0,5 mEq/L por hora).
- Uso de desmopressina, se indicado.
- Controle rigoroso da entrada e saída de líquidos.
Prevenção diária: como evitar crises
Boas rotinas reduzem em até 70% o risco de emergências.
Cheque de rotina
- Exames periódicos para verificar sódio.
- Revisão da dose da medicação.
- Plano de ação escrito para situações de risco.
Dicas para a família
- Tenha sempre água disponível.
- Ensine a criança a beber antes de sentir sede.
- Leve o plano médico em viagens e para a escola.
- Mantenha o contato do pronto-socorro à mão.
Mitos e verdades
- Mito: “Diabetes insípido é igual ao diabetes tipo 1.”
Verdade: O problema é a água, não o açúcar. - Mito: “Só adultos têm complicações graves.”
Verdade: Crianças também correm risco de desidratação rápida. - Mito: “Beber muita água resolve tudo.”
Verdade: A água ajuda, mas não substitui o tratamento adequado.
Conclusão

Com atenção aos sinais, acompanhamento médico e ação rápida em emergências, é possível evitar complicações graves do diabetes insípido. Crescer com saúde é mais legal!
Referências
- Thompson CJ, et al. Management of hyponatremic emergencies. Nat Rev Endocrinol. 2019;15(4):242-258.
- Verbalis JG, et al. Diagnosis, evaluation, and treatment of hyponatremia. Am J Med. 2020;133(3):276-291.
- Miller M, et al. Clinical practice guideline on diagnosis and treatment of hyponatremia. Eur J Endocrinol. 2018;179(3):G1-G47.
- Arima H, et al. Central diabetes insipidus: challenges in diagnosis and management. Nat Rev Endocrinol. 2019;15(4):228-241.