Diabetes e respeito: passos para crianças se sentirem incluídas e seguras na escola
Aprenda como prevenir bullying e promover inclusão, criando uma rotina escolar segura e respeitosa para crianças com diabetes.

Até 1 em cada 4 alunos com diabetes já sofreu bullying. Entender o problema é o primeiro passo para construir uma escola acolhedora e segura, onde crescer com saúde é mais legal.
Por que falar de bullying e diabetes?
Cuidar da glicose, aplicar insulina e se alimentar no horário certo pode virar motivo de piada ou exclusão. Isso causa tristeza, faltas e piora do controle da doença.
Como o bullying machuca
Emoções como uma montanha-russa
Até 40% dos estudantes com diabetes sentem ansiedade ou depressão em algum momento. O estigma de ser “diferente” pode doer mais que a própria doença.
Medo de medir a glicose
Aplicar insulina em público gera vergonha. Alguns alunos deixam de participar de jogos ou passeios para evitar olhares curiosos, reduzindo a chance de fazer amigos e aprender habilidades sociais.
5 passos para tornar a escola amiga do diabetes
Treino anual para toda equipe
Professores, cantina e recreação aprendem a reconhecer sinais de hipo e hiperglicemia, usar o aparelho de glicose e comunicar-se de forma inclusiva. Escolas treinadas têm 30% menos afastamentos por motivos psicológicos.
Oficina rápida na sala de aula

Conversa de 30 minutos sobre “Mitos e Verdades do Diabetes” diminui em até 60% comentários maldosos. Quando a turma entende, vira parceira no cuidado.
Colega embaixador
Alunos voluntários recebem instruções simples e ajudam a observar crises. Em escolas de SP, 78% dos estudantes relataram se sentir mais seguros com esse apoio.
Regras claras contra o bullying
A escola deve ter canal de denúncia anônima e prazos para resposta. Documentos visíveis reforçam a política de tolerância zero.
Família e saúde de mãos dadas
Reuniões periódicas unem pais, professores e médicos, ajustando plano de aula, alimentação e atividades físicas rapidamente.
Como saber se as ações funcionam?
Pergunte para a turma
Questionários semestrais medem a sensação de segurança.
Olho nos números
Menor número de queixas, menos faltas e melhor índice de hemoglobina glicada indicam sucesso.
Derrubando mitos rápidos
- “Quem tem diabetes não pode fazer Educação Física.” – Pode sim. Com monitoramento e suco de reserva, a atividade é segura.
- “A agulha de insulina dói muito.” – A picada é rápida, como um leve beliscão.
- “Diabetes é contagioso.” – Não é. Ninguém pega diabetes por estar perto de quem tem.
Conclusão

Quando a escola entende o que é diabetes, o medo vira cuidado e o preconceito dá lugar à amizade. Crescer com saúde é mais legal!
Referências
- SILVEIRA, A. P.; et al. Impacto psicológico do diabetes tipo 1 em crianças: revisão sistemática. Revista Paulista de Pediatria, 38, e2018273, 2020.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Diabetes Mellitus Tipo 1. Brasília, 2022.
- SOUZA, M. C.; COSTA, R. A. Prevalência de bullying em escolares com doenças crônicas. Cadernos de Saúde Pública, 36(7), e00123419, 2020.
- WORLD HEALTH ORGANIZATION. Diabetes in Children and Adolescents. Geneva: WHO, 2019.
- OLIVEIRA, F. L.; GOMES, L. P. Programas de enfrentamento do estigma em escolas brasileiras. Psicologia Escolar e Educacional, 25, 2021.
- INTERNATIONAL DIABETES FEDERATION. IDF School Guide on Diabetes. Brussels: IDF, 2021.
- BORGES, T.; et al. Rede de apoio social e adesão ao tratamento em adolescentes com diabetes tipo 1. Jornal de Pediatria, 95(4), 421-427, 2019.