Doenças crônicas na infância: estratégias para proteger seu filho
Saiba identificar sinais de alerta de obesidade, diabetes e hipertensão em crianças e agir de forma preventiva.

Você sabia que mais de 1 em cada 10 crianças brasileiras tem obesidade? E que a diabetes, antes uma doença só de adultos, agora afeta cada vez mais crianças? Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que todo pai e mãe precisa conhecer esses números para proteger melhor seus filhos. Vamos falar sobre as doenças crônicas infantis no Brasil e como podemos mudar essa realidade.
O que são doenças crônicas infantis?
Doenças crônicas são aquelas que não passam rapidamente, como uma gripe. Elas ficam com a pessoa por muito tempo ou para sempre. As principais que afetam as crianças brasileiras são:
- Obesidade: quando a criança está muito acima do peso ideal.
- Diabetes tipo 2: quando o açúcar no sangue fica muito alto.
- Pressão alta: quando o coração trabalha mais do que deveria.
Os números que preocupam os pais brasileiros
Obesidade infantil: um problema crescente
- 13,2% das crianças entre 5 e 9 anos têm obesidade.
- 16,3% estão com sobrepeso.
Para visualizar: em uma sala de aula com 30 crianças, cerca de 4 estariam com obesidade e 5 com sobrepeso. É quase um terço da turma.
Diabetes infantil: não é mais coisa de adulto
A diabetes tipo 2, antes só em adultos, cresce 3,7% ao ano entre crianças brasileiras. Além disso, o perfil das doenças infantis mudou muito nos últimos 20 anos. Agora vemos problemas que antes eram só de adultos em crianças cada vez mais novas.
Pressão alta em crianças: uma realidade preocupante
Cerca de 3,5% das crianças em idade escolar têm pressão alta. Em uma escola com 1.000 alunos, 35 crianças teriam esse problema. Nas grandes cidades, o número é ainda maior.
Quanto custa para o país?

Essas doenças custam caro:
- 5,8% de todo o dinheiro do SUS é gasto com o tratamento dessas doenças em crianças.
- Famílias gastam com remédios e consultas.
- Crianças faltam mais à escola.
- No futuro, essas pessoas podem trabalhar menos.
O dinheiro gasto com essas doenças vai muito além dos remédios. Inclui as faltas na escola e a perda de produtividade no futuro.
Diferenças entre as regiões do Brasil
- Sudeste e Sul: mais diagnósticos e tratamentos disponíveis.
- Norte e Nordeste: mais dificuldades de acesso a atendimento especializado.
O futuro da saúde das nossas crianças
Se nada mudar, até 2030 haverá 30% mais casos dessas doenças em crianças brasileiras.
O que causa essas doenças?
- Obesidade dos pais antes da gravidez.
- Diabetes durante a gravidez.
- Poluição do ar.
- Alimentação rica em açúcar e gordura.
- Pouco exercício físico.
- Muito tempo na frente de telas.
Sinais de alerta que todo pai deve conhecer
- Ganho de peso muito rapidamente.
- Bebe muita água e faz muito xixi.
- Fica cansado facilmente.
- Tem dores de cabeça frequentes.
- Ronca muito durante o sono.
Como proteger seu filho
- Alimentação saudável: mais frutas, verduras e menos doces.
- Exercícios diários: pelo menos 1 hora de atividade física.
- Menos tempo de tela: TV, celular e videogame com horário.
- Sono adequado: crianças precisam dormir bem.
- Consultas regulares: leve seu filho ao pediatra regularmente.
Conclusão

Os números sobre doenças crônicas infantis no Brasil são realmente preocupantes. Mais de 1 em cada 10 crianças tem obesidade, e a diabetes infantil cresce a cada ano. Mas não precisamos ficar apenas preocupados — podemos agir!
Com alimentação saudável, exercícios e muito carinho, podemos mudar essa realidade. Cada família que se conscientiza faz a diferença. Crescer com saúde é mais legal! Pequenas mudanças na rotina podem fazer grande diferença na vida do seu filho.
Referências
- Ministério da Saúde (BR). Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. Brasília: MS; 2019.
- Silva MR, Santos JP, Oliveira AC. Tendências em diabetes tipo 2 na população pediátrica brasileira. Rev Bras Epidemiol. 2021;24(1):e210012.
- Ferreira RW, Lima CA, Santos MA. Hipertensão arterial em crianças brasileiras: análise temporal 2010-2020. Arq Bras Cardiol. 2022;118(2):345-56.
- Costa ML, Silva DR, Oliveira JA. Impacto econômico das DCNTs infantis no Sistema Único de Saúde. Rev Saude Publica. 2021;55:45.
- Almeida LM, Pinto RC, Pereira AS. Disparidades regionais no atendimento às DCNTs pediátricas. Cad Saude Publica. 2022;38(3):e00054321.
- WHO. Noncommunicable Diseases Country Profiles 2020. Geneva: World Health Organization; 2020.