Quando a dor encontra um aliado chamado diversão: estratégias para aulas inclusivas

Aprenda técnicas práticas para aliviar desconforto, incentivar participação e fortalecer corpo e mente de alunos reumáticos.

Você sabia que toda criança com artrite tem direito de brincar, correr e participar da aula de Educação Física? A lei brasileira garante isso. Aqui no Clube da Saúde Infantil, queremos mostrar como esse direito vira realidade na prática.

O que a lei garante

A Convenção da ONU sobre Pessoas com Deficiência e a Lei Brasileira de Inclusão dizem que a escola não pode excluir ninguém. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reforça que a Educação Física deve ser inclusiva. O Ministério da Saúde lembra que o exercício deve ser estimulado em qualquer fase da Artrite Idiopática Juvenil (AIJ).

• Rampas, pisos nivelados e vestiários acessíveis são obrigatórios.
• Material adaptado, como bola leve, deve estar disponível.
• Professores precisam receber capacitação contínua.

Recursos que ajudam a escola

PDDE Acessibilidade

Compra coletes, tablets de controle de dor e outros materiais adaptados.

ONGs

A Associação Brasileira Superando a Artrite Juvenil oferece cursos gratuitos e cartilhas ilustradas.

Universidades públicas

Realizam avaliação física sem custo e trocam experiência com professores.

Projetos municipais

Exemplo “Esporte para Todos”: reservam vagas e transporte acessível.

Passo a passo para famílias e educadores

• Peça ao médico um laudo simples explicando limites e recomendações.
• Entregue na escola e solicite um Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE).
• Marque reunião com professor de Educação Física, coordenação, fisioterapeuta e, se possível, psicólogo.
• Solicite recursos: envie orçamento para o PDDE ou fundações locais.
• Acompanhe: use a escala de carinhas de dor a cada trimestre e ajuste a atividade.

Quando família, saúde e escola conversam, a dor vira apenas um sinal de ajuste, não uma barreira.

Desafios que ainda existem

• 68% das escolas não têm material adaptado suficiente.
• Metade dos professores não conhece protocolos para artrite infantil.
• A capacitação precisa entrar nos cursos de Educação Física, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia.

Aplicativos que mostram a dor em tempo real e pesquisas onde as próprias crianças criam jogos são caminhos promissores.

Conclusão

Direitos, dinheiro e apoio existem. Com informação simples e ação conjunta, toda criança com artrite pode se mover, brincar e aprender com segurança. Crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. UNITED NATIONS. Convention on the Rights of Persons with Disabilities. New York: UN, 2006.
  2. BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 jul. 2015.
  3. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018.
  4. BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Artrite Idiopática Juvenil. Brasília, DF: MS, 2020.
  5. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA SUPERANDO A ARTRITE JUVENIL. Cartilha de Direitos e Recursos para Crianças com AIJ. Rio de Janeiro: ABSAJ, 2022.
  6. SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA. Manual de Orientação em Reumatologia Pediátrica. São Paulo: SBR, 2021.
  7. GOMES, A. R.; SOUZA, L. M. Barreiras à inclusão de alunos com doenças reumáticas na Educação Física escolar. Revista Brasileira de Educação Física, v. 35, n. 2, p. 85-97, 2021.
  8. SOCIEDADE BRASILEIRA DE REUMATOLOGIA. Proposta de Diretrizes Nacionais para Formação de Professores em Doenças Reumáticas Pediátricas. São Paulo: SBR, 2022.