Educar também é nutrir: o que as escolas estão ensinando com hortas e receitas

Saiba como escolas de todo o país estão cultivando hortas e usando receitas simples para estimular hábitos saudáveis entre as crianças.

Você já pensou que a cantina pode ser uma sala de aula viva? Quando a comida entra no currículo, a lição fica mais gostosa! Hoje o Clube da Saúde Infantil mostra, de forma simples, como escolas de todo o Brasil estão colhendo saúde com hortas, oficinas de culinária e tecnologia. Vamos juntos?

Por que ligar comida e estudo faz diferença?

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) pede que todas as escolas façam Educação Alimentar e Nutricional, ou seja, aprender sobre comida todos os dias, não só na hora do lanche.

  • Quando professores e merendeiras trabalham juntos, a aceitação de frutas e verduras sobe 25%.
  • Alunos participam mais das aulas: 92% dos docentes notam maior interesse.
  • Em Belo Horizonte, o sobrepeso caiu de 18,4% para 15,9% em quatro anos com o programa.

Ferramentas simples que funcionam

1. Horta escolar: plantar para querer comer

Semear, regar e colher ensina cuidado. Após um ano de horta, escolas de Campinas viram 30% mais consumo de verduras. É como cuidar de um mascote verde: quem planta alface não joga salada fora.

2. Oficina de culinária: mão na massa

Receitas regionais, como bolo de banana sem açúcar, reduzem 65% o desperdício e reforçam cultura local. Use matemática cortando a abóbora em frações e ciências falando de fotossíntese. Diversão que alimenta!

3. Aplicativos gratuitos: tecnologia que conta pontos

Alunos tiram foto do prato antes e depois. O app calcula se a refeição tem legumes, frutas ou ultraprocessados. Os relatórios saem na hora e ajudam a ajustar o cardápio.

Papel do professor: chave para o sucesso

Cursos como “Professor AlimentAção” aumentam em 40% o conhecimento sobre o Guia Alimentar Brasileiro. O conteúdo vai além de nutrientes, abordando sustentabilidade e segurança alimentar.

Passo a passo para gestores e escolas

  1. Liste matérias que combinam com comida: ciências, artes, geografia.
  2. Convide merendeiras como coeducadoras; valorize receitas locais.
  3. Monte uma horta ou visite um agricultor familiar.
  4. Faça oficinas no contraturno.
  5. Use check-lists ou apps para medir desperdício.
  6. Compartilhe resultados em reuniões e redes sociais da escola.

Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que cada muda plantada hoje vira um adulto mais saudável amanhã.

Derrubando mitos comuns

  • Mito: “Horta gasta muito dinheiro”.
    Fato: Sementes e adubo podem vir de parceiros locais ou compostagem da própria escola.
  • Mito: “Criança não gosta de salada”.
    Fato: Participar do plantio aumenta a aceitação em até 30%.
  • Mito: “Falta tempo no currículo”.
    Fato: Atividades de horta podem ensinar matemática, ciências e artes ao mesmo tempo.

Conclusão

Integrar a comida ao dia a dia da escola é simples e poderoso. Horta, oficina e tecnologia mostram que aprender pode ser delicioso. Quando a cantina vira sala de aula, crianças comem melhor, participam mais e vivem mais saudáveis. Crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Programa Nacional de Alimentação Escolar: mecanismos e estratégias de educação alimentar e nutricional. Brasília: FNDE, 2021.
  2. WORLD HEALTH ORGANIZATION. School policy framework: implementation of the WHO Global Strategy on Diet, Physical Activity and Health. Geneva: WHO, 2008.
  3. SILVA, R. et al. Impacto de hortas escolares na aceitação de vegetais por crianças brasileiras. Revista de Nutrição, Campinas, v. 32, e19028, 2019.
  4. OLIVEIRA, M.; SANTOS, P. Gestão participativa e educação alimentar em tempo integral: resultados de um programa piloto. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 38, n. 4, e00123421, 2022.
  5. FAO. School-based food and nutrition education: a white paper on lessons learned and new directions. Rome: FAO, 2022.
  6. JAMIE, K. Integrating nutrition education into national curricula: case studies from Latin America. Public Health Nutrition, Cambridge, v. 23, n. 5, p. 897-905, 2020.