Cuidar sai mais barato: o que o Brasil economiza ao ensinar saúde nas escolas
Saiba como aulas e projetos de saúde nas escolas ajudam a prevenir doenças crônicas, poupar recursos do SUS e formar gerações mais saudáveis.

Você sabia que ensinar saúde na escola pode poupar muito dinheiro público? Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos como pequenas aulas podem evitar doenças, reduzir gastos do SUS e melhorar a vida de todos.
Por que ensinar saúde desde cedo?
Autoridades de saúde estimam que 75% das doenças crônicas podem ser evitadas com bons hábitos iniciados na infância. Isso quer dizer menos gente doente e menos filas no posto de saúde.
Quanto o Brasil gasta hoje com doenças?
Só com hipertensão, diabetes e obesidade o SUS gasta mais de R$ 53 bilhões por ano. Se as escolas reduzirem apenas 5% desses casos, o país economiza cerca de R$ 2,6 bilhões por ano. É como construir milhares de novas creches!
Investimento pequeno, retorno gigante
O custo por aluno
Adicionar uma aula de 50 minutos por semana custa, em média, R$ 42 por aluno ao ano. Isso é menos de 1% do gasto médio que a escola já tem com cada estudante.
De onde vem o dinheiro?

- Realocação de verbas: usar parte do dinheiro de campanhas curtas e colocar em aulas fixas.
- Parcerias com empresas: marcas de alimentos saudáveis ou esportes podem ajudar via leis de incentivo.
- Fundos de impacto social: investidores só recebem se as metas de saúde forem alcançadas.
O que acontece se nada for feito?
Se continuarmos como estamos, o gasto com diabetes pode crescer 50% até 2030. Um adolescente obeso tem 80% de chance de ser um adulto obeso. Isso pode custar mais de R$ 400 bilhões na próxima década. É o “preço da inação”.
Benefícios além do dinheiro
Menos faltas na escola, mais produtividade no trabalho futuro e comunidades mais unidas. Ensinar saúde é bom para o bolso e para a vida.
Resumo rápido
- Cada R$ 1 em aulas de saúde pode economizar até R$ 6 em tratamentos.
- O custo extra por aluno é baixo e cai com o tempo.
- Não agir custa muito mais do que investir agora.
Conclusão

Educar para a saúde é investir no futuro. Com aulas simples, evitamos doenças, poupamos bilhões e garantimos um Brasil mais forte. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!
Referências
- ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Global status report on noncommunicable diseases. Geneva: WHO, 2022.
- BANCO MUNDIAL. The economic case for health promotion in schools. Washington, DC: World Bank, 2021.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde – SIOPS. Brasília: MS, 2023.
- INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. Custos sociais das doenças crônicas no Brasil. Brasília: IPEA, 2022.
- SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Relatório do Projeto Escola Saudável. São Paulo: SEE/SP, 2021.
- FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Avaliação de custos e efetividade de programas de educação em saúde no ensino fundamental. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2022.
- CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. Incentivos fiscais e saúde pública: guia para empresas. Brasília: CNI, 2020.
- OCDE. Social impact bonds in education and health: global review. Paris: OECD Publishing, 2021.
- BIG SOCIETY CAPITAL. London Childhood Obesity SIB: evaluation report. London: BSC, 2020.
- UNESCO. Global health literacy report. Paris: UNESCO, 2019.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Projeções de custos com diabetes no SUS 2021–2030. Brasília: MS, 2021.
- NATIONAL INSTITUTES OF HEALTH. Childhood obesity tracking into adulthood: longitudinal analysis. Bethesda: NIH, 2022.