Entre dor e movimento: como crianças com artrite vencem limites na escola

Descubra como exercícios adaptados promovem força, autoestima e participação plena.

Crianças com Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) enfrentam dor e limitações que afetam movimento, autoestima e participação escolar. Este guia mostra como pais, professores e amigos podem derrubar barreiras e promover atividade física segura e prazerosa.

Por que falar de barreiras?

Dor e limitação reduzem participação e motivação. Reconhecer os obstáculos é o primeiro passo para vencê-los.

Barreiras físicas: dor, rigidez e cansaço

  • Dor nas articulações: 75% das crianças com AIJ sentem dor ao se mexer.
  • Fadiga e rigidez matinal: corpo “acorda devagar”.
  • Movimentos limitados: dificuldade para correr ou pular.

O medo de piorar a dor cria ciclo vicioso: menos movimento → músculos fracos → mais dor.

Barreiras psicológicas: medo e vergonha

  • 60% das crianças têm medo de não acompanhar a turma.
  • Podem ficar ansiosas antes da aula, evitar jogos e abaixar a cabeça diante de perguntas sobre desempenho.

Barreiras na escola: falta de preparo e recursos

  • Apenas 30% dos professores se sentem preparados para adaptar atividades.
  • Menos de 40% das escolas têm equipamentos adaptados, como bolas leves ou rampas.
  • Algumas quadras não oferecem espaço seguro para pausas e descanso.

Barreiras em casa e no ambiente

  • Superproteção: 65% dos pais têm medo de ver o filho sentir dor.
  • Clima: frio ou calor extremos podem aumentar desconforto nas articulações.

Como vencer essas barreiras?

Passo a passo com a criança

  1. Escute a dor: use números ou carinhas para avaliar intensidade.
  2. Comece devagar: caminhar 5 minutos é melhor que ficar parado.
  3. Use pausas curtas: “brinca 3 minutos, descansa 1”.

Ações na escola

  • Converse com o professor sobre adaptar regras.
  • Troque bolas pesadas por bolas de espuma.
  • Crie “cantinho do descanso” próximo à quadra.

Apoio emocional

Mostre exemplos de crianças participando mesmo com dor e valorize pequenas conquistas.

Parceria com a família

Pais podem registrar dias de maior dor e comunicar à escola. Busque orientação no Ministério da Saúde ou na Sociedade Brasileira de Pediatria.

Conclusão

Ao reconhecer obstáculos e agir em conjunto – família, escola e profissionais –, é possível trocar limitação por movimento. Crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. SILVA, J. M.; SANTOS, R. C. Barriers to Physical Activity in Juvenile Idiopathic Arthritis. Revista Brasileira de Reumatologia, São Paulo, v. 59, n. 2, p. 115-122, 2019.
  2. OLIVEIRA, P. A. et al. Psychological Aspects of Physical Activity in Children with Rheumatic Diseases. Journal of Pediatric Psychology, Oxford, v. 45, n. 3, p. 234-245, 2020.
  3. FERREIRA, L. M. et al. Preparação de Professores para Educação Física Adaptada. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 27, n. 1, p. 45-60, 2021.
  4. SANTOS, M. V. et al. Infraestrutura Escolar para Atividades Adaptadas. Revista de Educação Física, Curitiba, v. 31, p. e3115, 2020.
  5. COSTA, R. G. et al. Participação Parental na Atividade Física de Crianças com AIJ. Pediatria (São Paulo), São Paulo, v. 43, n. 2, p. 78-85, 2021.