Esclerodermia em crianças: sintomas, tipos e tratamentos

Conheça os tipos, sintomas e formas de tratamento da esclerodermia infantil e entenda como agir cedo faz diferença.

Você já ouviu falar em esclerodermia infantil? É uma condição rara que afeta a pele das crianças, fazendo com que ela fique mais dura e espessa. Aqui no Clube da Saúde Infantil, vamos explicar tudo sobre essa doença de um jeito simples e fácil de entender.

O que é esclerodermia infantil?

A esclerodermia infantil acontece quando o sistema de defesa do corpo (sistema imunológico) fica confuso e começa a atacar a própria pele. É como se o guarda da casa começasse a brigar com os moradores! Isso faz com que a pele fique mais dura e grossa do que o normal.

Essa condição afeta cerca de 3 em cada 100 mil crianças, sendo mais comum em meninas e geralmente surgindo antes dos 16 anos.

Tipos principais de esclerodermia infantil

Esclerodermia localizada (morfeia)

  • Tipo mais comum, representando 85% dos casos.
  • Afeta apenas a pele e os tecidos próximos.
  • Aparece como manchas endurecidas.
  • Tem, em geral, resposta melhor ao tratamento.

Esclerodermia sistêmica

  • Mais rara, em torno de 15% dos casos.
  • Pode atingir órgãos internos além da pele.
  • Requer acompanhamento constante e cuidados médicos intensivos.

Sinais e sintomas para observar

Na pele

  • Manchas endurecidas.
  • Alteração de cor (mais clara ou mais escura).
  • Aspecto brilhante e esticado.

Em outros órgãos (na forma sistêmica)

  • Dedos que mudam de cor no frio.
  • Dificuldade de movimentar articulações.
  • Cansaço frequente.
  • Problemas para engolir.

Como é feito o diagnóstico?

O médico avalia:

  • Exame físico detalhado da pele.
  • Exames de sangue.
  • Em alguns casos, biópsia da pele.
  • Avaliação de órgãos internos para descartar forma sistêmica.

Tratamento e acompanhamento

O tratamento depende do tipo e da gravidade, podendo incluir:

  • Medicamentos que regulam o sistema imunológico.
  • Fisioterapia e exercícios específicos.
  • Cuidados com a pele para evitar ressecamento.
  • Acompanhamento multiprofissional (reumatologista pediátrico, fisioterapeuta, dermatologista, nutricionista).

Conclusão

A esclerodermia infantil é uma condição que exige atenção, mas com diagnóstico precoce e tratamento adequado muitas crianças têm evolução positiva. Aqui no Clube da Saúde Infantil reforçamos: conhecimento é o primeiro passo para cuidar bem. Crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. Zulian F, et al. Scleroderma in children: an update. Curr Opin Rheumatol. 2013;25(5):643-650.
  2. Herrick AL, et al. Incidence of childhood linear scleroderma and systemic sclerosis in the UK and Ireland. Arthritis Care Res. 2010;62(2):213-218.
  3. Torok KS. Pediatric scleroderma: systemic or localized forms. Pediatr Clin North Am. 2012;59(2):381-405.