De Belo Horizonte a Salvador: histórias reais de escolas que escolheram acolher
Experiências em diferentes regiões do Brasil mostram que empatia e diálogo reduzem o bullying e melhoram o bem-estar de alunos com doenças crônicas.

Ninguém aprende com medo. Quando o bullying atinge crianças com doenças crônicas, como asma, diabetes tipo 1 ou obesidade, o problema fica ainda maior. Hoje você vai conhecer três projetos brasileiros que provaram: é possível reduzir o bullying e melhorar a saúde ao mesmo tempo. Vem com a gente!
Por que falar de bullying e doença crônica
O bullying é aquela zoação repetida que machuca. Para quem já lida com remédios, exames e consultas, a brincadeira vira sofrimento dobrado. Pesquisas mostram que o estresse aumenta crises de asma e atrapalha o controle do açúcar no sangue. Ou seja, brincar de mau jeito pode mandar a criança direto para o hospital.
Conheça os três projetos que deram certo
1. Conviver com Respeito – Belo Horizonte (MG)
- 1.260 alunos do ensino fundamental participaram de oficinas de empatia e saúde.
- 83 professores foram capacitados para identificar sinais de asma, diabetes e obesidade.
- Resultado: o número de crianças com doença crônica que sofriam bullying caiu de 38% para 22%, e as internações por crise de asma diminuíram 19%.
2. Escola Sem Bullying – Curitiba (PR)
- 27 colégios estaduais aplicaram rodas de conversa e tutoria entre colegas.
- Cartilhas simples explicaram o que fazer em casos de hipoglicemia ou como usar o inalador.
- O número de ocorrências de zombarias caiu 46%, e a adesão ao tratamento de obesidade aumentou 13%.
3. Rede de Cuidado Integral – Salvador (BA)
- Comitê com médico, psicólogo, pais e alunos atuou em 12 escolas.
- Reuniões mensais garantiram acompanhamento individualizado.
- As faltas por motivo de saúde caíram 35% e as notas subiram 0,7 ponto.
O que todos eles têm em comum
- Saúde e educação trabalham juntas: professores trocam informações com profissionais da saúde.
- Treinamento contínuo: reciclagens anuais em vez de ações isoladas.
- Voz da criança: alunos com doença crônica explicam a própria condição e viram agentes de empatia.
Como aplicar essas ideias na sua escola
- Monte um pequeno grupo com direção, pais e equipe de saúde da família.
- Use comparações simples — por exemplo: “asma é como um canudinho apertado”.
- Crie fichas coloridas para relatar crises ou episódios de bullying.
- Reserve um cantinho seguro para medir glicose ou usar bombinha de asma.
Perguntas frequentes (FAQ)
Bullying não é normal da idade?
Não. Zoar sempre a mesma criança causa sofrimento e pode levar a crises de saúde.
Preciso de muito dinheiro para começar?
Não. Os três projetos usaram materiais simples, como cartilhas, cartazes e reuniões.
Quem deve liderar?
A escola toda: direção, professores, alunos e pais. Quando todos participam, os resultados duram mais.
Conclusão

Essas histórias provam que cuidar do respeito na escola faz bem para o coração e para o corpo. Quando o bullying diminui, as crises de asma caem, a glicose fica mais controlada e as notas melhoram. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal. Vamos juntos espalhar essas ideias!
Referências
- Silva MP, Andrade A, Carvalho R. Impacto de um programa integrado de combate ao bullying em crianças asmáticas. Revista Paulista de Pediatria, 40:e2021050, 2022.
- Paraná. Secretaria de Estado da Educação. Relatório técnico do projeto “Escola Sem Bullying”. Curitiba, 2021.
- Souza L, Pereira M, Gomes F. Adesão ao tratamento de obesidade infantil após intervenção educacional. Cadernos de Saúde Pública, 36:e00041219, 2020.
- Universidade Federal da Bahia. Programa Saúde na Escola. Rede de Cuidado Integral: relatório de resultados 2022. Salvador: UFBA, 2023.
- Organização Pan-Americana da Saúde. Manual de integração saúde-educação para doenças crônicas na infância.Brasília, 2021.
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Avaliação de impacto de políticas antibullying no Brasil. Brasília, 2022.
- Fundação Oswaldo Cruz. Convivência escolar e saúde: diretrizes para políticas públicas. Rio de Janeiro, 2021.
- Rodrigues P, Lima V, Alves J. Uso de aplicativo para monitoramento de bullying em escolas públicas. Revista Brasileira de Informática na Educação, 31:77-90, 2023.