O cuidado ganha força quando atravessa o portão da escola
Descubra como a parceria entre escola, família e profissionais de saúde cria uma rede de apoio que protege e fortalece crianças com doenças crônicas.

Você sabia que quando família, escola e profissionais de saúde trabalham juntos a criança com doença crônica fica muito mais segura? No Clube da Saúde Infantil, mostramos como essa parceria funciona na prática e como ela pode evitar emergências na sala de aula.
Por que trabalhar em equipe ajuda seu filho
Uma doença crônica é um problema de saúde que dura muito tempo, como asma ou diabetes. Para a criança, isso significa cuidados diários. Quando família, escola e profissionais de saúde mantêm comunicação constante, formam um verdadeiro círculo de cuidado em torno do aluno. Essa rede compartilhada de atenção faz toda a diferença para a segurança e o bem-estar.
O que cabe à família
• Entregar à escola um histórico simples da doença da criança, com informações sobre exames, remédios e o que fazer em caso de emergência.
• Atualizar telefones e autorizações por escrito para uso de medicamentos.
• Conversar com a equipe escolar sempre que houver mudança no tratamento.
Dica: pense nesse histórico como um manual de instruções fácil de ler, com tudo o que a escola precisa saber para agir com rapidez e segurança.
O papel da escola

Escolas preparadas têm menos incidentes e respondem melhor a situações de risco. Por isso, a equipe deve:
- Reconhecer sinais de alerta, como falta de ar, tontura ou fraqueza.
- Seguir o plano de emergência combinado com a família.
- Comunicar os responsáveis e registrar as ações tomadas.
O Ministério da Educação oferece diretrizes específicas para o atendimento escolar de alunos com doenças crônicas, e o Ministério da Saúde disponibiliza normas técnicas atualizadas em seus portais oficiais. Essas orientações ajudam escolas de todo o país a se organizar.
Como os profissionais de saúde ajudam
Médicos e enfermeiros podem validar o plano de atendimento e tirar dúvidas da equipe escolar. Também é recomendável que participem de encontros anuais para atualizar informações e reforçar o treinamento sobre primeiros socorros. Essa presença constante reduz erros e aumenta a confiança de todos.
Dúvidas frequentes
“Quem aplica a medicação na escola?”
Cada instituição deve designar uma pessoa treinada e contar com autorização escrita dos pais.
“Preciso mandar laudo médico todo semestre?”
Sim. A atualização garante que o plano de atendimento continue adequado.
“A escola pode recusar meu filho?”
Não. A lei brasileira garante o direito de estudar em um ambiente seguro, com as adaptações necessárias.
Equívocos comuns e correções
• “Doença crônica some sozinha.”
Na verdade, ela precisa de acompanhamento e controle contínuo.
• “Professor não pode ajudar.”
Com treinamento e autorização, o professor é peça importante no cuidado diário.
• “Emergências são raras.”
Podem acontecer a qualquer momento. O preparo reduz riscos e salva vidas.
Conclusão

Quando família, escola e profissionais de saúde caminham juntos, a criança com doença crônica estuda, brinca e vive melhor. Organize seu plano, converse com a escola e mantenha as informações atualizadas. Lembre-se: crescer com saúde é mais legal.
Referências
- Silva JM et al. Gestão de doenças crônicas em ambiente escolar. Revista Brasileira de Educação. 2021;26(1):45-62.
- Ministério da Educação (Brasil). Diretrizes para atendimento escolar de alunos com condições crônicas. Brasília: MEC; 2023.
- Sociedade Brasileira de Pediatria. Protocolo de atenção à criança com doença crônica na escola. São Paulo: SBP; 2022.
- Conselho Federal de Medicina. Manual de orientações: saúde escolar. Brasília: CFM; 2023.