Férias escolares e alimentação: como proteger a saúde do seu filho
Durante as férias, aumentam o consumo de ultraprocessados e o risco de ganho de peso. Confira estratégias simples para proteger a saúde infantil.

As férias escolares são um momento especial para as crianças. Mas você sabia que esse período pode ser perigoso para a saúde dos pequenos? Estudos mostram que as crianças podem ganhar até três vezes mais peso durante as férias do que no período de aulas. Aqui no Clube da Saúde Infantil, queremos que você entenda o que acontece e como proteger seu filho.
O que acontece com o peso das crianças nas férias?
Durante as férias, as crianças podem ganhar entre 0,5 e 1 quilo a mais do que ganhariam se estivessem na escola. Isso acontece porque muita coisa muda na vida dos pequenos:
- Horários diferentes: sem a rotina da escola, as crianças acordam e dormem em horários irregulares.
- Menos movimento: ficam mais tempo em casa, assistindo TV ou no celular.
- Comida diferente: comem mais lanches e menos refeições completas.
A escola funciona como um relógio para o corpo da criança. Quando esse relógio para, o corpo fica confuso.
Por que a alimentação piora nas férias?
Mais comidas prontas e industrializadas
Nas férias, as crianças comem até 40% mais comidas de pacote, como:
- Salgadinhos.
- Biscoitos recheados.
- Refrigerantes.
- Doces industrializados.
Esses alimentos são como combustível ruim para o corpo. Dão energia rápida, mas não alimentam de verdade.
Menos frutas e verduras
Ao mesmo tempo, as crianças comem até 30% menos frutas e verduras nas férias. É como se o corpo ficasse sem as vitaminas do bem que precisa para crescer saudável.
A importância da merenda escolar

A merenda da escola é mais importante do que muitos pais imaginam. Ela garante que a criança coma:
- Proteínas, como feijão, carne e ovos.
- Vitaminas e minerais de frutas e verduras.
- Comida na hora certa.
Para muitas famílias brasileiras, a merenda representa grande parte da alimentação diária da criança. Sem ela, fica difícil manter uma dieta equilibrada.
Famílias diferentes, desafios diferentes
Famílias com mais dinheiro
Conseguem comprar frutas, verduras e carnes mesmo nas férias. Podem levar as crianças para atividades físicas pagas.
Famílias com menos dinheiro
Enfrentam mais dificuldades porque:
- Comidas saudáveis custam mais caro.
- Dependem mais da merenda escolar.
- Têm menos opções de lazer ativo.
Isso não significa que famílias com menos dinheiro não possam ter filhos saudáveis. Significa que precisam de mais apoio e estratégias inteligentes.
Dicas práticas para férias mais saudáveis
Mantenha horários
- Café da manhã, almoço e jantar sempre nos mesmos horários.
- Evite lanches fora de hora.
Planeje os lanches
- Deixe frutas já lavadas e cortadas na geladeira.
- Troque biscoitos por castanhas ou pipoca caseira.
- Água sempre disponível.
Envolva as crianças
- Cozinhem juntos.
- Deixe a criança escolher entre opções saudáveis.
- Faça da alimentação um momento divertido.
Movimento todo dia
- Brincadeiras no quintal.
- Caminhadas no bairro.
- Dança em casa.
- Subir escadas ao invés do elevador.
Conclusão

As férias escolares podem ser um desafio para a alimentação das crianças, mas com planejamento e carinho, é possível manter a saúde em dia. Lembre-se: pequenas mudanças fazem grande diferença. O importante é não desistir e sempre buscar o equilíbrio.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que todas as crianças merecem crescer com saúde e alegria. Porque crescer com saúde é mais legal.
Se você tem dúvidas sobre a alimentação do seu filho, procure sempre um pediatra ou nutricionista. Eles são os melhores parceiros para cuidar da saúde dos pequenos.
Referências
- Silva MR, Santos AC. Padrões de ganho de peso em escolares durante períodos de férias. Rev Nutr Bras. 2019;38(2):45-52.
- Oliveira JP, Costa LF. Impacto metabólico das férias escolares em crianças. J Pediatr (Rio J). 2020;96(4):412-419.
- Santos ML, et al. Consumo de ultraprocessados durante férias escolares. Cad Saude Publica. 2021;37(3):e00089720.
- Ferreira RC, Lima MT. Segurança alimentar e nutricional no contexto escolar. Rev Saude Publica. 2020;54:23.
- Pereira AS, et al. Determinantes socioeconômicos da alimentação infantil. Cienc Saude Colet. 2021;26(2):635-644.