Férias sem merenda: a rede comunitária que garante comida no prato das crianças

Descubra como redes comunitárias garantem comida saudável para crianças nas férias. Conheça exemplos que reduzem a insegurança alimentar e apoiam famílias.

Quando a escola fecha, a merenda some. Mas a fome não tira férias. Neste post, o Clube da Saúde Infantil mostra onde buscar ajuda, como aproveitar doações e manter o prato das crianças cheio de cores e nutrientes.

Por que a merenda faz tanta falta?

Durante o ano letivo, muitas crianças comem a refeição mais completa do dia na escola. No recesso, esse apoio desaparece e o risco de insegurança alimentar cresce. Programas comunitários entram em cena para preencher essa lacuna.

Programas que fazem a diferença

Mesa Brasil Sesc

  • Resgata alimentos que iriam para o lixo e distribui para famílias.
  • Em 2022 foram 53,4 mil toneladas, atendendo 1,4 milhão de pessoas.
  • Procure o Sesc local ou acesse o site oficial.

Cozinhas comunitárias municipais

  • Oferecem refeições balanceadas a preço simbólico e oficinas de receitas.
  • Informe-se no CRAS do seu bairro sobre a unidade mais próxima.

Pastoral da Criança

  • Promove oficinas culinárias com alimentos da época, ricos em fibras, vitamina A e vitamina C.
  • Acompanhe a página local nas redes sociais para saber as datas.

PNAE em casa

  • Algumas prefeituras continuam entregando cestas ou repasses de dinheiro nas férias.
  • Consulte a escola para saber se sua cidade mantém o benefício.

Como acessar esses recursos

  • Use o mapa “Alimenta Brasil nas Férias” para localizar postos de doação em até 5 km do seu CEP.
  • Baixe o app “Tá de Pé?” para receber alertas de novas doações, mesmo off-line.
  • Participe de capacitações: famílias que fazem os cursos desperdiçam menos comida.

Planejamento reverso: comece pela cesta

  1. Veja o que chegou na cesta ou na cozinha comunitária.
  2. Monte o cardápio da semana com base nesses itens.
  3. Exemplo: feijão com cenoura ralada pode virar panqueca colorida, rica em ferro e betacaroteno.
  4. Sobrou? Branqueie os legumes (ferva e esfrie) para durar mais tempo.

Compras coletivas e hortas urbanas

  • Junte vizinhos para comprar grãos no atacado; o preço por quilo cai.
  • Divida o que sobrar em freezers compartilhados.
  • Fique de olho em editais de hortas escolares: mutirões de colheita liberam salada fresca o ano inteiro.

Dicas rápidas para o dia a dia

  • Consulte o CRAS sobre cozinhas e projetos ativos.
  • Siga ONGs locais nas redes para vagas de última hora.
  • Crie grupos de pais no celular para trocar alimentos excedentes.
  • Reserve um momento na semana para planejar o cardápio.

Por que tudo isso importa?

Crianças que participam de programas comunitários mantêm 76% da qualidade da dieta vista nas aulas; sem apoio, o índice cai para 58%. Cada real investido gera retorno social de R$ 3,10 em saúde e produtividade. É comida na mesa hoje e futuro melhor amanhã.

Conclusão

Programas comunitários, planejamento simples e união de vizinhos mantêm a alimentação infantil saudável mesmo nas férias. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal. Compartilhe estas dicas e ajude outra família.


Referências

  1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018: avaliação da segurança alimentar no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE; 2020.
  2. Serviço Social do Comércio. Mesa Brasil Sesc: relatório anual 2022. São Paulo: Sesc; 2023.
  3. Brasil. Ministério da Cidadania. Guia de orientação para implantação e gestão de cozinhas comunitárias. Brasília; 2020.
  4. Pastoral da Criança. Relatório de atividades 2021. Curitiba; 2022.
  5. Brasil. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução nº 6, de 8 de maio de 2020. DOU, 11 maio 2020.
  6. Rede PENSSAN. Alimenta Brasil nas Férias: plataforma de apoio à segurança alimentar. Relatório técnico; 2022.
  7. Instituto Ibirapitanga. Mapa da insegurança alimentar nas férias escolares: diagnóstico nacional. São Paulo; 2021.
  8. World Food Programme. State of school feeding worldwide 2022. Rome: WFP; 2022.
  9. Banco de Alimentos de Porto Alegre. Impacto socioeconômico das compras coletivas: boletim técnico; 2023.
  10. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Hortas escolares como estratégia de segurança alimentar: manual prático. Brasília: Embrapa Hortaliças; 2021.
  11. Silva GL, Almeida RP, Souza MV. Efeito de programas comunitários sobre a qualidade da dieta infantil no Brasil. Rev Nutr. 2022;35:e210050.
  12. Food and Agriculture Organization of the United Nations. The economic case for investing in child nutrition. Rome: FAO; 2021.