Metas, visitas e afeto: a fórmula que reduziu a fome entre crianças peruanas
Saiba como o Programa CRECER uniu metas claras, visitas domiciliares e engajamento local para reduzir pela metade a desnutrição infantil no país.

Você sabia que o Peru conseguiu cortar a desnutrição infantil pela metade em menos de uma década? De 28% em 2008 para 13,1% em 2016. Aqui no Clube da Saúde Infantil, vamos mostrar como isso foi possível e o que podemos aprender com nossos vizinhos. É mais simples do que parece!
Por que o caso peruano é especial?
Entre 2008 e 2016, o Peru reduziu a desnutrição crônica em crianças menores de cinco anos de 28% para 13,1%. Isso é como se, em uma sala com 10 crianças desnutridas, agora apenas 5 continuassem assim — um grande avanço!
Vontade política forte
O governo colocou a nutrição infantil como prioridade número 1. Isso significou mais verbas e atenção diária ao tema.
Programa CRECER
O CRECER juntou saúde, educação, saneamento e apoio social. Tudo trabalhando junto, como peças de um quebra-cabeça.
Como o Programa CRECER funciona?
Metas claras e prêmios aos municípios
Cada cidade recebia recursos extras quando batia metas de redução da desnutrição — uma verdadeira “competição do bem”.
Agentes comunitários em ação
Pessoas treinadas visitavam casas toda semana, mediam crianças, orientavam as mães e explicavam a importância de uma alimentação variada. Assim, o cuidado chegava até quem mora longe dos postos de saúde.
Respeito à cultura local
O programa não mandou ninguém abandonar sua comida típica. Em vez disso, adaptou as orientações ao que já existia em cada região. Por exemplo, usou quinua e milho — alimentos tradicionais andinos — para enriquecer a dieta das famílias.
Monitoramento constante
Todos os dados eram acompanhados em tempo real, como se fosse um painel de controle. Se alguma área saía da rota, o time ajustava rápido.
O que podemos aprender no Brasil?
- Ter metas objetivas e prêmios claros para quem cumpre.
- Levar informação até a casa das famílias, em vez de esperar que elas venham.
- Valorizar a comida local e ensinar combinações nutritivas simples.
- Medir sempre: quem mede, cuida melhor.
Quer saber mais sobre nutrição? Visite nosso guia Nutrição Infantil no site do Clube da Saúde Infantil. Para dados oficiais, acesse o Ministério da Saúde e o UNICEF Brasil.
Conclusão

O Peru mostra que reduzir a desnutrição é possível com união, metas e respeito à cultura. Se eles conseguiram, nós também podemos.
Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!
Referências
- World Bank. Peru: A comprehensive strategy to fight malnutrition. Washington, DC: World Bank Group; 2017.
- Huicho, L.; Huayanay-Espinoza, C. A.; Herrera-Perez, E. et al. Examining national and district-level trends in neonatal health in Peru through an equity lens: a success story driven by political will and societal advocacy. BMC Public Health, v. 16, n. 1, p. 796; 2016.
- Marini, A.; Rokx, C.; Gallagher, P. Standing tall: Peru’s success in overcoming its stunting crisis. Washington, DC: World Bank Group; 2017.
- UNICEF. Peru case study: advocacy for nutrition. New York: UNICEF; 2018.