Fuso não é problema: como manter os remédios em dia nas viagens
Descubra como adaptar os horários dos remédios em viagens internacionais. Veja estratégias simples para evitar falhas no tratamento e garantir segurança.

Vai viajar e tem horário certo para tomar remédio? Calma. Ajustar a medicação quando mudamos de fuso horário pode ser simples. Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos um passo a passo fácil para você ou sua família viajar com segurança, sem perder ou duplicar doses.
Por que planejar com antecedência?
Muitas pessoas têm dificuldade para seguir o tratamento ao cruzar fusos. Se o relógio muda, o corpo pode se confundir. Por isso, comece o ajuste de dois a três dias antes da viagem. A adaptação gradual do horário reduz o risco de doses perdidas ou duplicadas.
Passo a passo do ajuste gradual
Confira o novo fuso
Descubra quantas horas vai adiantar ou atrasar. Anote em papel ou no celular.
Ajuste aos poucos
- Se for viajar para o oeste (horário atrasa): aumente o intervalo entre as doses a cada dia.
- Se for para o leste (horário adianta): diminua o intervalo entre as doses.
Exemplo: se você toma às 20h e vai atrasar o relógio três horas, passe para 21h no dia 1, 22h no dia 2 e 23h no dia da viagem.
Use alarmes
Configure lembretes no celular. Isso ajuda a evitar esquecimentos.
Dicas especiais para quem usa insulina
O método “eastward-westward” ajuda no ajuste:
- Rumo ao oeste: espaçar mais as aplicações.
- Rumo ao leste: aproximar as aplicações.
Nos primeiros dois dias após a chegada, teste a glicemia a cada três a quatro horas. Assim, é possível corrigir variações rapidamente e com segurança.
Tecnologia que ajuda

Aplicativos de lembrete podem aumentar a adesão ao tratamento. Procure apps com:
- Alarmes inteligentes que já consideram o novo horário.
- Calculadora de fuso que faz os ajustes.
- Relatórios simples para mostrar ao médico depois.
Perguntas que sempre aparecem
E se eu esquecer uma dose?
Tome assim que lembrar, mas respeite o intervalo mínimo indicado pelo médico.
Posso ajustar tudo de uma vez?
Não. Mudança brusca aumenta o risco de efeitos colaterais. Vá devagar.
O que levo na mala de mão?
Remédios, receita e glicosímetro (se usar). Sempre acessíveis.
Equívocos comuns
- “É só mudar o relógio do remédio.” → É necessário ajuste gradual.
- “Apps são complicados.” → Existem versões simples, como despertadores.
- “Só adultos precisam se preocupar.” → Crianças com tratamento crônico também exigem cuidados. Consulte o pediatra.
Precisa de mais ajuda?
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Conclusão

Planejar o horário do remédio antes de viajar faz toda a diferença. Ajuste aos poucos, use tecnologia e fique atento, especialmente na insulina. Assim, a viagem se torna tranquila e segura. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal.
Referências
- Thompson, R. et al. Medication management challenges in international travel. Journal of Travel Medicine, v. 28, n. 2, p. taaa183, 2021.
- Anderson, J. K.; Miller, D. E. Diabetes management across time zones: A practical guide. Diabetes Care, v. 43, n. 8, p. 1756-1762, 2020.
- Chen, W. et al. Digital health interventions in chronic disease management during travel. International Journal of Medical Informatics, v. 157, p. 104624, 2022.