Mentorias e acampamentos dão apoio a crianças no enfrentamento de doenças crônicas

Conheça experiências de apoio em grupo que ajudam crianças a lidar melhor com consultas, ampliam a confiança e estimulam a adesão ao cuidado.

Você sabia que conversar com quem passa pelos mesmos desafios pode deixar o coração mais leve? Ninguém precisa enfrentar uma doença crônica sozinho. Grupos terapêuticos, mentorias e acampamentos especiais transformam a experiência das crianças, oferecendo acolhimento e confiança.

O que são grupos terapêuticos?

São encontros conduzidos por profissionais de saúde, com seis a oito crianças que compartilham a mesma condição. As reuniões semanais, de cerca de uma hora, combinam roda de conversa, brincadeiras e atividades educativas.

Por que eles ajudam?

Menos ansiedade

Participar do grupo pode reduzir a ansiedade em até 40%.

Mais cuidado com o tratamento

A adesão a consultas e medicamentos cresce cerca de 35%.

Quando a criança percebe que não está sozinha, sente-se mais forte, como em um jogo em equipe.

Mentoria entre pares: aprender com quem já sabe

Na mentoria, adolescentes que lidam bem com a doença orientam os mais novos. Isso resulta em:

  • Aumento de 50% na confiança no autocuidado.
  • Melhora de 45% na qualidade de vida.

É como ter um guia que já conhece o caminho e ajuda a trilhar.

Acampamentos terapêuticos: cuidado e diversão

Nesses acampamentos, a doença deixa de ser o centro das atenções. As crianças brincam, fazem amigos e recebem apoio psicológico. Os estudos indicam:

  • Redução de 60% na sensação de isolamento.
  • Aumento de 55% na segurança para falar sobre a doença.
  • Melhoria de 40% nas habilidades de comunicação.

Diversão e tratamento se encontram em um mesmo espaço.

Grupos on-line: ajuda que chega a todos

Quando não é possível participar presencialmente, os grupos virtuais oferecem alternativa eficaz. Pesquisas apontam:

  • 80% de participação consistente.
  • 75% de satisfação entre os participantes.

Dicas para encontrar apoio no Brasil

  • Pergunte ao médico sobre grupos locais ou virtuais.
  • Consulte o site do Ministério da Saúde: gov.br/saude.
  • Leia também nosso artigo sobre alimentação saudável para crianças.
  • Procure ONGs como a ADJ Diabetes Brasil (adj.org.br).

Perguntas que podem surgir

  • “Meu filho é tímido; ele vai se adaptar?” – Os grupos usam jogos simples para acolher as crianças.
  • “Não existe grupo na minha cidade; e agora?” – As salas on-line funcionam como videochamadas em família.
  • “Participar é caro?” – Muitos serviços são gratuitos ou oferecidos pelo SUS.

Equívocos comuns

  • “Grupo terapêutico é só para adultos.” – Não. Os encontros são adaptados para crianças, com atividades lúdicas.
  • “Falar da doença deixa a criança triste.” – Dividir sentimentos reduz o medo.
  • “On-line não funciona.” – Pesquisas mostram alto engajamento e eficácia.

Conclusão

Grupos terapêuticos, mentorias e acampamentos são redes de proteção que aumentam a confiança, reduzem o medo e fortalecem as crianças com doenças crônicas. Apoio coletivo faz diferença — e crescer com saúde é mais legal.


Referências

  1. Thompson RD, Delaney P, Flores I, Szigethy E. Cognitive-behavioral therapy for children with comorbid physical illness. Child Adolesc Psychiatr Clin N Am. 2011;20(2):329-348.
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