Lições do mundo: como três países transformaram a merenda escolar

Descubra práticas internacionais que garantem nutrição de qualidade, estimulam aprendizado e fortalecem comunidades escolares.

Você sabia que uma simples refeição na escola pode mudar o futuro de uma criança? Países como Finlândia, Japão e Chile mostram que merenda bem feita melhora saúde, notas e até a economia local. Vamos ver como eles fazem isso e o que o Brasil pode aprender. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal.

Por que a merenda escolar é tão importante

Comida na escola não é só matar a fome. Ela ajuda as crianças a:

  • Aprender mais e melhor.
  • Evitar doenças como anemia e obesidade.
  • Conhecer novos alimentos e criar hábitos saudáveis.

Segundo o Programa Mundial de Alimentos, 418 milhões de alunos no mundo recebem merenda. Onde a refeição é equilibrada, o resultado aparece nas provas e na balança.

O que os países campeões fazem

Finlândia: refeição quente para todas as crianças

Desde 1948, todo aluno recebe almoço quente e gratuito. Nutricionistas planejam o cardápio e a qualidade é checada o tempo todo. O resultado é menos de 2% das crianças com desnutrição e taxas menores de sobrepeso.

Japão: a merenda é aula de vida

No Japão, o Gakkō Kyūshoku existe desde 1954. Antes de comer, a turma aprende de onde vem cada alimento. Professores e alunos servem e limpam juntos. A anemia em meninas caiu 15%.

Chile: foco em alimentos frescos

Em 2010, o Chile trocou produtos ultraprocessados por frutas, verduras e comida da agricultura familiar. O açúcar nas receitas caiu 75% e o consumo de legumes subiu 22%. As notas de matemática também melhoraram.

Três pilares que todos seguem

Boa governança e transparência

Na Finlândia, cardápios e custos ficam disponíveis on-line. No Japão, pais provam a comida em conselhos escolares. Essa prática evita desvios e aumenta a confiança.

Dinheiro garantido

A Finlândia gasta cerca de € 1,20 por aluno ao dia. No Chile, o valor é menor, mas fixo e protegido. Ter verba estável mantém a qualidade.

Educação alimentar

No Japão, cinco minutos de explicação antecedem a refeição. No Chile, oficinas de horta fazem parte da rotina escolar. Quanto mais a criança entende o que come, melhores escolhas faz fora da escola.

O que o Brasil pode aprender

O PNAE já exige 30% de compras da agricultura familiar, um grande passo. Mas podemos avançar ainda mais:

  • Reservar alguns minutos da aula para falar do prato do dia.
  • Mostrar cardápios e fornecedores em aplicativos acessíveis aos pais.
  • Realizar dias temáticos com alimentos regionais.
  • Ajustar o valor por aluno todos os anos, acompanhando a inflação dos alimentos.

Essas mudanças podem fortalecer a saúde das crianças e a produção local.

Conclusão

Quando escola, governo e comunidade trabalham juntos, a merenda vira motor de saúde e aprendizado. Finlândia, Japão e Chile provam que investir em refeições balanceadas vale a pena. Que tal levar essas ideias para a escola do seu filho? Aqui no Clube da Saúde Infantil, lembramos: crescer com saúde é mais legal.


Referências

  1. Bundy D, et al. Rethinking school feeding: social safety nets, child development, and the education sector. Washington, DC: The World Bank; 2009.
  2. World Food Programme. State of school feeding worldwide 2020. Rome: WFP; 2020.
  3. Ministry of Education and Culture. Free school meals in Finland. Helsinki: MoEC; 2022.
  4. Halonen J, Lintonen P. Long-term health effects of the Finnish free school lunch program. Scand J Public Health. 2021;49(3):345-352.
  5. Japan School Health Association. National school lunch factbook. Tokyo: JSHA; 2021.
  6. Hayashi F, et al. Effect of the Japanese school lunch on nutrient intake and nutrition status of children. Nutr Res. 2018;58:90-98.
  7. Junta Nacional de Auxilio Escolar y Becas. Informe de gestión 2021. Santiago: JUNAEB; 2022.
  8. Sepúlveda C, Morales J. Impacto de la alimentación escolar en el rendimiento académico de alunos chilenos. Rev Chil Nutr. 2022;49(4):389-397.