Metaverso e IA já miram crianças: marketing digital preocupa especialistas em saúde
Descubra como o marketing digital alcança crianças por meio de influenciadores, jogos e redes e veja estratégias para reduzir riscos à saúde.

Você já percebeu que seu filho pede um lanche novo logo após jogar ou ver vídeos? A propaganda mudou de lugar: saiu da TV e entrou nos games, nos vídeos e até no metaverso. Aqui no Clube da Saúde Infantil, explicamos de forma fácil como essa nova publicidade funciona e damos dicas para manter a saúde da criançada em primeiro lugar.
O que está mudando no marketing infantil
As empresas de comida usam novas tecnologias para falar direto com as crianças. Jogos, avatares e filtros divertidos escondem anúncios de salgadinhos, doces e refrigerantes. Muitas vezes a criança nem percebe que é propaganda.
Metaverso e jogos: diversão ou anúncio
Imagine um parque de diversões que nunca fecha. Esse é o metaverso. Lá, as marcas criam mundos inteiros com prêmios virtuais que lembram produtos reais. É como brincar de pega-pega dentro de um supermercado cheio de personagens famosos.
Por que isso preocupa
O cérebro das crianças até 12 anos ainda está aprendendo a separar brincadeira de venda. Elas acreditam no que veem e podem pedir mais comida pouco saudável.
Inteligência artificial: anúncios que adivinham desejos
A inteligência artificial observa tempo de tela, cliques e preferências. Depois mostra um lanche pensado para cada perfil. É como um vendedor invisível que sabe exatamente o que a criança gosta antes mesmo dela falar.
Como está a lei no Brasil
- Já existe a Resolução 163 do Conanda que limita propaganda infantil.
- Um Projeto de Lei (1637/2022) busca estender as regras para internet e aplicativos.
- Outros países, como Chile e Reino Unido, já cortaram personagens e horários de anúncios e registraram queda na compra de junk food.
O que cada um pode fazer
Poder público
- Criar barreiras contra anúncios em plataformas usadas por menores de 13 anos.
- Permitir propaganda apenas de alimentos com pouco açúcar, sal e gordura.
Indústria
- Reduzir pela metade o dinheiro gasto em anúncios para crianças até 2025.
- Reformular receitas, cortando sal e açúcar.
Escolas e educadores
- Ensinar em aula como identificar propaganda.
- Organizar feiras de frutas no pátio uma vez por semana.
Famílias
- Definir tempo de tela e canais permitidos junto com a criança.
- Usar aplicativos que leem rótulos e transformam a compra no mercado em missão de detetive.
Comunidade científica e ONGs
- Calcular o custo das doenças ligadas à má alimentação no SUS.
- Disponibilizar bancos de dados de anúncios para fiscalização.
Perguntas frequentes
Posso proibir todos os anúncios? Não é possível bloquear tudo, mas filtros de controle parental ajudam bastante.
Jogar on-line faz mal? O problema não é o jogo em si, mas a propaganda escondida que incentiva lanches pouco saudáveis. Estabeleça tempos curtos de jogo.
Personagens em embalagens também influenciam? Sim. Personagens famosos deixam o produto mais atraente. O Chile já proibiu esse recurso.
Dicas rápidas para o dia a dia
- Combine um contrato digital com a criança: tempo de jogo e sites aprovados.
- Na hora da compra, peça para seu filho virar detetive de açúcar e identificar rótulos coloridos.
- Prefira lanches naturais: frutas, castanhas e água saborizada com pedaços de limão ou laranja.
Conclusão

Controlar o marketing digital voltado às crianças é tarefa de todos. Quando pais, escolas, governos e empresas trabalham juntos, o jogo fica mais justo. Incentivar escolhas saudáveis hoje garante um futuro mais ativo e feliz. Crescer com saúde é mais legal.
Referências
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