Merenda escolar nutritiva mostra impacto direto na saúde das crianças

Descubra de que forma a merenda e projetos de cantina educativa estimulam hábitos equilibrados e aproximam a família da rotina escolar saudável.

Você sabia que a merenda escolar pode ensinar tanto quanto a sala de aula? Quando a comida vira lição, as crianças aprendem a fazer escolhas saudáveis todos os dias. Vamos entender como isso funciona na prática e por que toda a família tem papel importante.

Por que a merenda é mais que comida

A merenda escolar não serve só para matar a fome. Ela é parte do Projeto Político-Pedagógico da escola e ajuda a prevenir a obesidade infantil. Estudos mostram que escolas que tratam a refeição como momento de aprendizado formam melhores hábitos alimentares.

Especialistas destacam que transformar a merenda em aprendizado ajuda a criança a criar uma relação consciente com a comida.

PNAE: a base das regras

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) define que o alimento oferecido deve:

  • Ser nutritivo e variado.
  • Respeitar a cultura local.
  • Conter itens frescos e menos ultraprocessados.

Família e escola: parceria que vale ouro

Quando pais e responsáveis participam do cardápio, a adesão das crianças aumenta. Veja como ajudar:

  • Participar dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAE).
  • Cozinhar junto nas oficinas da escola.
  • Sugerir receitas típicas da sua região para o cardápio.

Cantina que ensina: menos salgadinho, mais conhecimento

Cantinas que se tornam espaços de aprendizagem reduzem em até 30% o consumo de ultraprocessados. Isso acontece quando há:

  • Exposição maior de frutas e sucos naturais.
  • Placas educativas com cores e desenhos simples.
  • Atividades práticas em que a criança monta seu lanche saudável.

A cantina educativa não só corta o que faz mal, mas também valoriza o que faz bem.

Dicas rápidas para a comunidade escolar

  • Use cores: verde para frutas, vermelho para alertar sobre doces.
  • Conte histórias, como “o feijão é o herói que dá força”.
  • Mostre porções reais em potes transparentes para facilitar a visualização.

Perguntas que sempre surgem

Meu filho não gosta de legumes, e agora? Continue oferecendo em formas diferentes, sem pressão.
Posso mandar lanche de casa? Sim, mas mantenha o padrão saudável sugerido pela escola.
Ultraprocessado só de vez em quando faz mal? O consumo deve ser mínimo; a frequência importa mais que a exceção.

Desfazendo mitos

  • Mito: “Comida saudável é cara.”
    Fato: feijão, arroz e frutas da estação cabem no bolso.
  • Mito: “A criança decide sozinha o que comer.”
    Fato: adultos guiam escolhas oferecendo opções saudáveis.

Conclusão

Quando merenda, família e cantina trabalham juntas, a escola vira um grande laboratório de saúde. Assim, as crianças aprendem, comem bem e crescem com energia. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. Santos LAS. Educação alimentar e nutricional no contexto da promoção de práticas alimentares saudáveis. Revista de Nutrição. 2019;32:e180161.
  2. Brasil. Ministério da Educação. Diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Brasília; 2020.
  3. Silva CAM, et al. A escola como ambiente promotor de alimentação saudável e atividade física. Rev Bras Promoção Saúde. 2021;34:11012.
  4. Costa EQ, et al. Programa de alimentação escolar: espaço de aprendizagem e produção de conhecimento. Revista de Nutrição. 2018;31(4):433-444.
  5. Schmitz BAS, et al. A escola promovendo hábitos alimentares saudáveis. Cad Saúde Pública. 2020;36(2):e00217519.