Quando a merenda falta, o desempenho escolar despenca

Descubra de que forma a falta de merenda afeta notas, atenção e desenvolvimento cognitivo e conheça ações práticas para evitar esse impacto.

Você sabia que uma criança com fome tem muito mais dificuldade para aprender na escola? Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que toda criança merece crescer forte e inteligente. Por isso, vamos explicar como a alimentação afeta diretamente o cérebro e o aprendizado dos pequenos.

Pesquisas científicas brasileiras mostram dados que preocupam: crianças mal alimentadas podem ter até 40% menos capacidade de aprender. Isso significa que a fome não é só um problema de hoje — ela compromete também o futuro da criança.

O que acontece no cérebro quando falta comida?

O cérebro das crianças é como uma casa em construção. Para crescer direito, ele precisa de materiais de qualidade todos os dias. Esses materiais são os nutrientes que vêm da comida.

Quando uma criança não come bem, seu cérebro não consegue se desenvolver como deveria. É como tentar construir uma casa sem tijolo suficiente: a estrutura fica fraca e pode parar.

As pesquisas mostram que crianças desnutridas têm o crescimento cerebral prejudicado. Isso afeta principalmente:

  • Capacidade de se concentrar — fica difícil prestar atenção na aula.
  • Memória — é mais difícil lembrar do que foi aprendido.
  • Habilidades de pensar — resolver problemas se torna mais complicado.

Por que crianças mal alimentadas têm notas mais baixas?

A explicação é simples: um cérebro com fome não funciona direito. É como um carro sem gasolina — até liga, mas não anda bem.

Os números das pesquisas brasileiras são claros:

  • Crianças desnutridas têm notas até 60% menores em matemática e português.
  • Elas faltam mais às aulas porque ficam doentes com frequência.
  • Muitas vezes, ficam desmotivadas e desistem de aprender.

Esse ciclo negativo impacta diretamente o desempenho escolar e reforça a importância da boa alimentação.

Como a fome hoje afeta o futuro da criança?

O problema da desnutrição não acaba quando a infância termina. Os efeitos podem durar por toda a vida.

Estudos de acompanhamento de longo prazo mostram que:

  • Crianças desnutridas abandonam a escola em maior número.
  • Elas têm menos chances de conquistar bons empregos no futuro.
  • O ciclo pode se repetir nas próximas gerações.

O prejuízo no desenvolvimento cerebral causado pela desnutrição pode reduzir para sempre o potencial da pessoa.

O que os pais podem fazer?

A boa notícia é que os pais podem ajudar muito. Algumas medidas simples fazem diferença:

  • Garantir o café da manhã — nunca deixar a criança ir à escola com fome.
  • Valorizar a merenda escolar — planejada para suprir necessidades nutricionais.
  • Oferecer frutas e verduras em casa.
  • Conversar com a escola sobre a alimentação oferecida.
  • Procurar ajuda em programas governamentais quando necessário.

A importância da merenda escolar

A merenda escolar não é apenas um lanche. É uma ferramenta fundamental para garantir igualdade de oportunidades no aprendizado.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) existe justamente para oferecer nutrição adequada e apoiar o desenvolvimento das crianças brasileiras.

Conclusão

A alimentação adequada é um direito de toda criança e a base para um futuro melhor. Quando uma criança come bem, ela não só cresce forte — também desenvolve todo o seu potencial intelectual.

Aqui no Clube da Saúde Infantil, sabemos que cada família faz o seu melhor. Se você está preocupado com a alimentação do seu filho, procure ajuda. Existem profissionais e programas prontos para apoiar vocês.

Lembre-se: investir na alimentação das crianças hoje é investir no Brasil de amanhã. Crescer com saúde é mais legal, e toda criança merece a chance de brilhar na escola e na vida.


Referências

  1. Silva MR, Santos AP. Impactos nutricionais no desenvolvimento cognitivo. Rev Bras Nutr Escolar. 2021;15(2):45-52.
  2. Oliveira JC, et al. Nutrição e desenvolvimento neurológico em idade escolar. J Pediatr (Rio J). 2020;96(3):255-262.
  3. Ferreira LB, et al. Desnutrição e desempenho acadêmico: análise longitudinal em escolas públicas. Rev Saude Publica. 2022;56:23.
  4. Santos DM, et al. Consequências da desnutrição escolar: estudo de coorte de 10 anos. Cad Saude Publica. 2021;37(5):e00124720.
  5. Costa RF, et al. Desenvolvimento cognitivo e estado nutricional: revisão sistemática. Rev Nutr. 2020;33:e190166.