Mente em foco, corpo em ação: o segredo das escolas que ensinam melhor
Saiba como atividades físicas simples durante as aulas aumentam o foco, reduzem o estresse e tornam o ambiente escolar mais saudável e produtivo.

Você sabia que dar mais passos na escola pode valer pontos na prova? Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que mexer o corpo é tão importante quanto abrir o caderno. Neste artigo, mostramos como o movimento diário melhora a saúde, as notas e até o clima da sala.
Por que colocar movimento no dia a dia escolar?
O que os estudos mostram?
Notas que sobem
Quando as crianças se mexem entre 40 e 60 minutos por dia dentro da aula, as notas de matemática e leitura sobem cerca de 10%. Pense nisso como um empurrãozinho extra, como quando você ganha impulso para andar de bicicleta.
Cérebro mais atento
Poucos minutos de alongamento ou corrida leve já aumentam o fluxo de sangue no “centro de comando” do cérebro, o córtex pré-frontal. O resultado é mais memória e menos distração.
Emoções positivas
Escolas que fazem recreios ativos relatam 25% menos brigas e 17% mais confiança entre os alunos. É como trocar tensão por parceria.
Professores mais saudáveis
Mesas e cadeiras que permitem ficar em pé diminuem em 30% as faltas por dor nas costas entre docentes. Quem ensina também ganha!
Como medir esses resultados na prática?

Contar passos
Pedômetros ou aplicativos de celular registram quantos passos a criança dá por dia. A meta é 12.000 passos ou mais.
Olhar o recreio
O método SOPLAY permite anotar, a cada 30 segundos, se a turma está parada, andando ou correndo. Não precisa de aparelho caro – só prancheta e cronômetro.
Ouvir sentimentos
Questionários simples, como a versão em português do “Feelings About School”, mostram se a criança se sente segura e incluída. Emoções contam tanto quanto os passos.
Acompanhar as provas
Compare a evolução de cada aluno, não só a média da classe. Assim você evita confundir ausência com baixo desempenho.
Dicas para mostrar os resultados
Conte histórias com números
Mostre o “dia de João”: ele aumentou 3.000 passos e subiu dois pontos em leitura. Fica mais fácil de entender.
Fale em porcentagem
Dizer “menos 42% de tempo sentado” soa claro. Evite termos como “-94 minutos”; porcentagem é mais leve.
Mostre o custo-benefício
Cada real investido em carteiras ativas pode poupar R$ 3,20 em gastos médicos futuros. Ótimo argumento para reuniões de pais e gestores.
Barreiras comuns e soluções simples
Falta de equipe
Professores de Educação Física podem ser treinados como “agentes de avaliação”. Não aumenta a folha salarial.
Privacidade
Termos de consentimento claros e dados sem nomes mantêm a confiança das famílias.
Pouco dinheiro
Start-ups brasileiras vendem kits com 30 pedômetros por menos de R$ 2.000. Parcerias com prefeituras ajudam a pagar.
Conclusão

Quando o corpo se move, a mente brilha. Medir passos, sentimentos e notas mostra que crescer com saúde é mais legal – e possível em qualquer escola. Aqui no Clube da Saúde Infantil, apoiamos cada salto, corrida e descoberta que faz a infância mais feliz. Vamos mexer juntos?
Referências
- BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2017.
- CARDON, G. et al. School-based physical activity interventions: a systematic review. BMC Public Health, Londres, v. 20, p. 1-12, 2020.
- DONNELLY, J. E. et al. Physical activity, fitness, cognitive function, and academic achievement in children. Medicine & Science in Sports & Exercise, Filadélfia, v. 48, n. 6, p. 1197-1222, 2016.
- EVANS, J. et al. System for Observing Play and Leisure Activity in Youth (SOPLAY): reliability and feasibility in Brazilian schools. Journal of Physical Education, Rio de Janeiro, v. 29, p. e2961, 2018.
- HILLMAN, C. H.; ERICKSON, K. I.; KRAFFT, C. The potential for fitness to shape brain and cognition. Progress in Brain Research, Amsterdã, v. 213, p. 199-219, 2014.
- WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guidelines on physical activity, sedentary behaviour and sleep for children under 5 years of age. Geneva, 2019.