Nutrição que joga junto: estratégias da cantina para crianças saudáveis

Aprenda estratégias práticas para tornar a cantina escolar um espaço que fortalece saúde, bem-estar e hábitos alimentares das crianças.

Você já pensou que a cantina da escola pode ser muito mais do que um lugar de lanches? Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que ela é peça-chave para a criança crescer forte. Neste post, mostramos de forma simples como o acompanhamento na cantina, as parcerias com o posto de saúde e o uso de indicadores certos aceleram a recuperação nutricional dos pequenos.

Por que monitorar a nutrição na escola

Escolas que medem peso, altura e o que a criança come a cada três meses têm 40% mais sucesso na recuperação nutricional. É como revisar o material antes da prova: quanto mais cedo vemos o que falta, mais fácil corrigir.

O que é medido

O acompanhamento inclui peso e altura, conhecido como avaliação antropométrica ou simplesmente “medir e pesar”, o que a criança consome no dia a dia e como ela cresce ao longo do tempo. Tudo segue os passos indicados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Parceria cantina + posto de saúde: dupla imbatível

Quando a escola conversa diretamente com a Unidade Básica de Saúde, os resultados na recuperação nutricional são 60% melhores. É como ter dois técnicos treinando o mesmo time.

Como funciona o fluxo de encaminhamento

A cantina identifica a criança que precisa de ajuda, a escola envia um aviso simples ao posto de saúde, o posto atende a criança e devolve um relatório para a escola, e cantina e posto ajustam o cardápio e o cuidado juntos. Esse processo recebe o nome de referência e contrarreferência, que é basicamente trocar informações de forma organizada.

Indicadores que mostram o sucesso

Programas que avaliam seus resultados constantemente alcançam 75% mais recuperação nutricional. Alguns indicadores simples incluem quantas crianças voltaram ao peso saudável, o tempo médio para ganhar peso e quantas precisaram de novo encaminhamento.

Ajustes quando algo não vai bem

Se os indicadores mostram que a criança não melhora, a equipe revisa cardápio, horários e acompanhamento, ajustando o processo como se estivesse afinando o tempero de uma receita até ficar no ponto.

Dicas rápidas para aplicar na sua escola

Crie um calendário para pesar e medir todo trimestre, mantenha um caderno ou planilha com o consumo alimentar, tenha contato direto com um profissional da Unidade Básica de Saúde e use gráficos coloridos para acompanhar o crescimento da turma.

Perguntas frequentes

Isso dá muito trabalho? Não. Com rotinas simples e apoio do posto de saúde, o processo flui facilmente. E se a família não colaborar? Converse, mostre os resultados e explique como a mudança ajuda a criança a ficar forte, como um super-herói.

Conclusão

Quando escola, cantina e posto de saúde trabalham juntos, a criança ganha mais saúde em menos tempo. Monitorar, criar parcerias e acompanhar indicadores são passos simples que fazem grande diferença. Aqui no Clube da Saúde Infantil, lembramos: crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. SILVA, M. R.; SANTOS, A. L. Nutritional monitoring in Brazilian schools. Revista de Saúde Pública, v. 55, n. 3, p. 1-12, 2021.
  2. WORLD HEALTH ORGANIZATION. School-based nutrition programs: guidelines for implementation. Geneva: WHO, 2020.
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Saúde na Escola: resultados 2019-2021. Brasília, 2022.
  4. OLIVEIRA, J. M.; COSTA, R. F. Integração saúde-escola na recuperação nutricional. Revista de Nutrição, v. 34, n. 2, p. 45-58, 2021.
  5. PEREIRA, A. S.; LIMA, D. C. Indicadores de efetividade em programas de nutrição escolar. Cadernos de Saúde Pública, v. 38, n. 1, p. 23-35, 2022.