A diferença entre saber ensinar e saber cuidar: o papel do professor contra o bullying

Professores que desenvolvem empatia e habilidades socioemocionais ajudam a reduzir o bullying e promovem um ambiente escolar mais saudável e humano.

Um professor bem preparado pode cortar pela metade os casos de bullying na escola. Parece mágica, mas é ciência. Hoje, o Clube da Saúde Infantil mostra como a capacitação de educadores faz diferença para alunos com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como asma ou diabetes. Vamos ver como isso funciona de forma simples?

Por que treinar os professores

  • Alunos com DCNTs sofrem mais bullying.
  • Professores treinados reduzem até 50% desses casos.
  • Quando a escola investe em formação, o ambiente fica mais seguro e inclusivo.

O que dizem as pesquisas

  • 78% dos educadores se sentem mais confiantes após o curso.
  • Programas completos baixam o bullying em 63%.
  • Escolas que monitoram resultados mantêm a inclusão por mais tempo.

Como funciona o treinamento

Três pilares básicos

  1. Conhecimento teórico – o professor aprende o básico sobre as DCNTs mais comuns.
  2. Habilidades práticas – reconhecer sinais de alerta, mediar brigas e chamar ajuda.
  3. Suporte contínuo – reuniões regulares, troca de experiências e contato com profissionais de saúde.

Conteúdo essencial

  • Sinais de piora da doença (ex.: falta de ar na asma).
  • Ação rápida em emergências.
  • Técnicas simples de inclusão – jogos em que todos podem participar.
  • Forma correta de falar sobre saúde sem estigma.

Passo a passo para sua escola

  1. Levante quantos alunos têm DCNTs.
  2. Escolha um curso baseado em evidências (do Ministério da Saúde ou universidades).
  3. Marque treinamentos curtos, a cada dois meses.
  4. Crie um plano de monitoramento: anote casos de bullying antes e depois.
  5. Ajuste o que não funcionar.

Perguntas comuns

Preciso ser médico para ajudar?
Não. O treinamento ensina passos simples.

E se eu falar algo errado sobre a doença?
Use termos fáceis e peça ajuda ao aluno ou à família. Respeito é a chave.

O curso é caro?
Muitos materiais são gratuitos em órgãos públicos ou ONGs.

Equívocos que precisamos evitar

  • “Bullying é só brincadeira.” – Não é. Deixa marcas para a vida toda.
  • “Só o aluno deve se adaptar.” – A escola inteira precisa ser inclusiva.
  • “Treinamento único resolve.” – A formação deve ser contínua.

Quer saber mais

  • Veja nossa página sobre prevenção de bullying.
  • Consulte o Ministério da Saúde para materiais gratuitos.
  • A Sociedade Brasileira de Pediatria traz guias sobre DCNTs na infância.

Conclusão

Treinar professores é um caminho curto para escolas mais seguras, inclusivas e felizes. Com poucos passos e informação clara, é possível reduzir o bullying e apoiar crianças com DCNTs. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. Silva AB, et al. Impacto da capacitação docente na prevenção do bullying. Revista Brasileira de Educação, 26(1):45-62, 2021.
  2. Santos MR, et al. Formação continuada e manejo de DCNTs na escola. Cadernos de Saúde Pública, 36(4):e00089419, 2020.
  3. Oliveira JS, et al. Teacher training for chronic disease management. Journal of School Health, 91(3):219-228, 2021.
  4. Costa LP, et al. Effectiveness of anti-bullying programs in Brazilian schools. Educational Research, 51(2):167-184, 2022.
  5. Ferreira AC, et al. Capacitação docente e inclusão escolar. Revista Educação Especial, 34:e27, 2021.
  6. Martins RB, et al. Monitoring and evaluation of school-based health programs. Health Education Research, 37(1):12-24, 2022.