O poder da parceria: pais e professores juntos contra o preconceito
Descubra como a parceria entre pais e professores reduz o bullying em crianças com doenças crônicas e transforma a escola em um espaço mais empático e seguro.

Você sabia que, quando escola e família trabalham juntas, os casos de bullying caem quase pela metade? Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos como criar essa parceria para proteger crianças com doenças crônicas de forma simples e eficaz.
Por que a união é tão importante
Quando pais e professores falam a mesma língua, a criança se sente segura. Pesquisas apontam redução significativa nos episódios de bullying em escolas que adotam protocolos claros de comunicação.
Comunicação: o primeiro passo
Canais abertos e fáceis
• Grupo de mensagens rápido (WhatsApp ou aplicativo escolar).
• Agenda ou caderno diário com recados simples.
• Reuniões curtas, mas frequentes (quinzenais ou mensais).
Plano de ação escrito
Como uma receita de bolo, o plano deve listar:
• Necessidades da criança (remédios, horários, limitações).
• Quem faz o quê em caso de bullying.
• Datas de revisão para verificar se tudo está funcionando.
Treinamento de toda a equipe escolar
Não basta o professor saber. Inspetores, merendeiras e secretários também precisam entender a doença crônica e reconhecer sinais de bullying cedo.
• Saber a quem chamar (psicólogo, enfermeiro escolar).
• Ajustar atividades físicas e avaliações quando necessário.
Exemplo simples: se uma criança com asma participa do recreio, a equipe deve garantir que o inalador esteja sempre à disposição. Assim, ela brinca sem medo.
Papéis-chave dentro da escola
• Psicólogo escolar: conversa com a turma e media conflitos.
• Enfermeiro: explica a doença de forma leve para colegas e adultos.
• Coordenação: garante que o plano de ação vire rotina.
Monitoramento constante
Um bom programa não fica parado.
• Defina indicadores claros, como número de queixas e bilhetes enviados.
• Crie uma caixa de feedback anônima para pais e alunos.
• Revise o plano a cada trimestre, com base nos dados coletados.
Dicas práticas para a família
• Conte à escola detalhes da doença de seu filho desde o primeiro dia.
• Anote episódios de bullying (data, quem estava presente, como foi).
• Participe das reuniões mesmo que tudo pareça bem.
• Procure apoio em grupos locais ou online de pais de crianças com doenças crônicas.
Conclusão

Quando escola e família trabalham juntas, o caminho para uma infância sem bullying fica muito mais curto. Com comunicação clara, treinamento da equipe e monitoramento constante, a criança com doença crônica se sente acolhida e confiante. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal.
Referências
- Silva MB, Santos RC. Effective school-family partnerships in chronic disease management. Journal of School Health. 2021;91(2):122-131.
- Thompson AR, Garcia LP. Training school staff for chronic condition awareness. Educational Psychology Review. 2020;32:45-62.
- Martinez JR, Costa PB. Monitoring and evaluation of school-based interventions. Preventing School Failure. 2022;66(1):15-28.