Programa Saúde na Escola amplia a proteção das crianças no Brasil
Descubra como o Programa Saúde na Escola conecta professores e profissionais de saúde para detectar doenças cedo e fortalecer o bem-estar infantil.

Você sabia que a sala de aula pode virar o primeiro lugar onde um problema de saúde é notado? No Clube da Saúde Infantil, mostramos como o Programa Saúde na Escola (PSE) faz a diferença. Mais de 23 milhões de crianças já contam com este cuidado. Vamos entender, em linguagem simples, por que essa parceria entre professores e profissionais de saúde salva vidas e melhora o futuro dos nossos pequenos.
O que é o Programa Saúde na Escola?
O PSE foi criado em 2007 pelo Governo Federal. A ideia é juntar a força da escola com a da Unidade Básica de Saúde (UBS). Assim, professores conseguem ver cedo sinais de doenças crônicas, como:
• Asma.
• Obesidade.
• Hipertensão.
• Diabetes tipo 1.
Tudo funciona com checklists simples e fichas de encaminhamento já prontas. É como ter um manual de “primeiros sinais” na mão do professor.
Por que a escola é o melhor lugar para começar?
A escola é o lugar onde a criança passa boa parte do dia. Imagine um grande “radar” que vê as crianças todos os dias. Se algo muda — tosse frequente, ganho de peso rápido, falta de ar — o professor anota e manda para a UBS. O caminho entre o primeiro sinal e o atendimento médico fica muito curto.
Resultados que já aparecem
• 46% mais casos de asma, obesidade e pressão alta são descobertos cedo em escolas que usam o PSE.
• Cada R$ 1,00 investido economiza em média R$ 2,40 em internações futuras.
O que ainda precisa melhorar?
Nem tudo é perfeito. Veja os pontos fracos que precisamos vencer:
- Apenas 38% das escolas têm sala adequada para triagem.
- 57% dos professores dizem que não receberam treinamento suficiente.
Mesmo assim, o programa já mostra que vale a pena. Capacitações semestrais e pequenos ajustes de espaço podem resolver grande parte dos problemas.
Lições de fora do Brasil
Nos Estados Unidos, o modelo Whole School, Whole Community, Whole Child (WSCC) coloca um enfermeiro dentro da escola o dia todo. Lá, as internações por asma caíram 32%. Outros países, como Finlândia e Austrália, usam aplicativos que ligam o prontuário da escola ao do posto de saúde.
Experiências piloto no Brasil
Cidades como Curitiba e Sobral já testam tablets que mandam dados direto para o e-SUS. É como mandar uma mensagem de texto para o médico em tempo real.
Próximos passos: onde podemos avançar?

• Enfermeiro escolar: proposta em consulta pública pode reduzir em 18% as idas ao pronto-socorro.
• Teleconsultoria para professores: dúvidas sobre sinais de alerta resolvidas por celular, em poucos minutos.
• Família por perto: reuniões simples evitam medo de “invasão de privacidade” e criam confiança.
Dúvidas comuns
O PSE substitui o médico?
Não. A escola é um “sinal de alerta”, não faz diagnóstico. O aluno continua indo à UBS.
Preciso pagar por esse serviço?
Não. O programa é público e gratuito.
Quem faz o checklist?
Professores treinados, com apoio de agentes de saúde.
Equívocos que precisamos corrigir
Mito: “A escola vai invadir a privacidade da família”.
Fato: Pais participam das reuniões e autorizam os encaminhamentos.
Mito: “Só escolas grandes conseguem participar”.
Fato: Qualquer escola da educação básica pode aderir se a prefeitura se cadastrar no programa.
Conclusão

Em resumo, quando educação e saúde trabalham juntas, ganham todos: escola, famílias e, principalmente, nossas crianças. Aqui no Clube da Saúde Infantil acreditamos que crescer com saúde é mais legal e possível. Apoie o Programa Saúde na Escola na sua comunidade e espalhe essa ideia!
Referências
- BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Saúde na Escola: guia para gestores e profissionais de saúde e educação. Brasília, 2022.
- SANTOS, L. J.; et al. Impacto do Programa Saúde na Escola na detecção de problemas crônicos em estudantes brasileiros. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 55, e2290, 2021.
- ALMEIDA, M. C.; BASTOS, A. S. Custos evitados pela identificação precoce de asma em ambiente escolar. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 37, n. 4, p. e00051220, 2021.
- CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Whole School, Whole Community, Whole Child (WSCC) model: a guide to implementation. Atlanta, 2019.
- LEE, A.; CRAMER, C. School health and chronic disease management: evidence from integrated models. Journal of School Health, New York, v. 90, n. 3, p. 161-168, 2020.
- WORLD HEALTH ORGANIZATION. Global school health initiatives: achieving health and education outcomes. Geneva, 2021.