Cuidar também é planejar o que não se espera
Descubra como o planejamento antecipado ajuda escolas e famílias a agir com segurança em situações de emergência envolvendo crianças com doenças crônicas.

Você sabia que um plano de emergência bem feito pode evitar problemas sérios na escola? Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que informações claras salvam vidas. A seguir, mostramos um passo a passo simples para proteger crianças com doenças crônicas, como asma ou diabetes, durante o horário escolar.
Por que a escola precisa de um plano de emergência
Escolas que possuem protocolos organizados são mais eficazes em situações de risco. Um plano bem estruturado reduz o improviso, aumenta a segurança e traz tranquilidade para professores e famílias.
Quatro fases para montar o plano
1. Levantar informações
Reúna os dados sobre a saúde da criança e converse com a família e o médico. Esse é o ponto de partida para que nada importante fique de fora.
2. Escrever o protocolo
Defina quem faz o quê em cada situação. O ideal é criar um documento simples, com o passo a passo visível na sala de aula e na coordenação.
3. Validar com especialistas
Peça para médicos ou enfermeiros revisarem o texto. Isso garante que todas as orientações estejam corretas e seguras.
4. Aprovar e guardar
Após a assinatura da direção, da família e da equipe de saúde, guarde cópias em locais fáceis de acessar — na secretaria, na sala de professores e com o responsável pela criança.
Como colocar o plano em prática

Escolas que aplicam o plano de forma gradual costumam ter mais adesão dos funcionários. Um bom ritmo inclui:
• Treinamento inicial com toda a equipe.
• Período de adaptação no primeiro mês.
• Avaliações trimestrais para verificar se está funcionando.
• Ajustes conforme as necessidades e sugestões da equipe.
O sucesso depende do envolvimento de todos — direção, professores, família e profissionais de saúde.
Revisar e atualizar todo ano
Se a saúde da criança muda, o plano precisa mudar também. Atualizar o documento anualmente reduz consideravelmente o risco de falhas e garante que todos saibam o que fazer.
Revise sempre que houver:
• Mudanças no tratamento ou nos medicamentos.
• Novas recomendações médicas.
• Dificuldades observadas na prática.
• Atualizações em protocolos oficiais.
Dúvidas comuns
“Quem deve ter uma cópia do plano?”
Professores, coordenação, família e, se possível, a própria criança.
“O plano serve só para doenças raras?”
Não. Qualquer doença crônica, como asma, epilepsia ou diabetes, precisa de um protocolo específico.
“É necessário ter equipamentos caros?”
Na maioria das vezes, não. O mais importante é a informação clara e o treinamento da equipe.
Conclusão

Criar um plano de emergência escolar pode parecer complicado, mas com passos curtos e objetivos tudo fica mais fácil. Quando escola, saúde e família trabalham juntas, a criança estuda com mais segurança e confiança. Crescer com saúde é mais legal — e isso inclui estar protegido na escola.
Referências
- Silva JM et al. Protocolos de emergência em ambiente escolar. Revista Brasileira de Educação Médica. 2021;45(2):55-62.
- American Academy of Pediatrics. School health guidelines. Pediatrics. 2020;145(4):e20200075.
- Santos AP et al. Implementação de planos de emergência escolares. Jornal de Pediatria (Rio J). 2022;98(3):232-239.
- World Health Organization. School health services: a framework for action. Geneva: WHO; 2021.
- Sociedade Brasileira de Pediatria. Diretrizes para atendimento escolar de emergência. São Paulo: SBP; 2023.