O poder de pequenas rotinas: como o CATCH mudou a vida de estudantes
Descubra como o CATCH ajudou crianças a adotar rotinas mais ativas e alimentações equilibradas, inspirando mudanças duradouras dentro e fora da escola.

Você sabia que é possível reduzir a obesidade infantil dentro da escola? O programa CATCH, criado nos Estados Unidos, mostrou que trabalhar juntos – professores, cantina, alunos e família – faz diferença real. Vamos ver como essa ideia simples pode inspirar nossas escolas brasileiras.
O que é o programa CATCH
O CATCH (Coordinated Approach to Child Health) é um plano que coloca toda a escola para cuidar da saúde das crianças. Ele começou na década de 1980 e continua forte até hoje.
Os quatro pilares do CATCH
- Aula na sala: professores falam de comida saudável e movimento, usando jogos e cartazes simples.
- Educação física: aulas ativas e divertidas, onde todas as crianças se mexem como em uma grande brincadeira de pega-pega.
- Cantina escolar: refeições com menos gordura e açúcar, mais frutas, verduras e pratos regionais.
- Família presente: tarefas e bilhetes para casa, convidando pais e responsáveis a praticar as mesmas ações.
Quais resultados o CATCH alcançou
- Redução de 11% nos casos de sobrepeso e obesidade em cinco anos.
- Crianças passaram a conhecer melhor os alimentos e a gostar de se mexer.
- Cada 1 dólar investido economizou 3 dólares em gastos futuros com saúde.
Como trazer o CATCH para as escolas do Brasil
Podemos adaptar o programa sem gastar muito. Veja algumas ideias:
- Treinar professores usando oficinas curtas e vídeos online.
- Criar materiais com personagens brasileiros e exemplos de alimentos locais, como feijão e mandioca.
- Pedir que a cantina ofereça pratos regionais com menos fritura e mais legumes.
- Organizar um “dia da família ativa” na escola, com brincadeiras no pátio.
Dica: o Ministério da Saúde tem guias gratuitos de alimentação.
Perguntas comuns
Precisa de muito dinheiro para começar?
Não. O maior custo é o treinamento, que pode ser feito online. Cartazes e jogos podem ser impressos em preto e branco.
O que fazer se a escola não tiver espaço para esporte?
Use o pátio ou até a sala vazia. Atividades simples, como pular corda, já ajudam.
Como convencer os pais?
Envie bilhetes curtos com dicas e mostre o progresso dos filhos. Todos gostam de ver crianças felizes e saudáveis.
Principais aprendizados
- Trabalhar em conjunto – escola, cantina e família – é mais forte do que agir sozinho.
- Metas claras, como “uma fruta por lanche”, tornam a mudança visível.
- Mensagens simples ajudam a criança a entender. Use cores, desenhos e brincadeiras.
Quer mais dicas de merenda saudável? Visite nosso guia completo em Clube da Saúde Infantil.
Conclusão

O CATCH prova que pequenas mudanças diárias criam grandes resultados. Se cada escola brasileira adaptar essa ideia, teremos mais crianças ativas, bem alimentadas e felizes. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal.
Referências
- Hoelscher DM, Springer AE, Ranjit N, et al. Reductions in child obesity among disadvantaged school children with community involvement: the Travis County CATCH Trial. Obesity. 2018;18(S1):S36-S44.
- Coleman KJ, Tiller CL, Sanchez J, et al. Prevention of the epidemic increase in child risk of overweight in low-income schools: the El Paso coordinated approach to child health. Arch Pediatr Adolesc Med. 2019;159(3):217-224.
- Perry CL, Stone EJ, Parcel GS, et al. The Child and Adolescent Trial for Cardiovascular Health (CATCH): overview of the intervention program and evaluation methods. Cardiovasc Risk Factors. 2020;2:36-44.
- Luepker RV, Perry CL, McKinlay SM, et al. Outcomes of a field trial to improve children’s dietary patterns and physical activity: the Child and Adolescent Trial for Cardiovascular Health (CATCH). JAMA. 2017;275(10):768-776.
- Brown HS, Pérez A, Li YP, et al. The cost-effectiveness of a school-based overweight program. Int J Behav Nutr Phys Act. 2019;4(1):47.
- Nader PR, Stone EJ, Lytle LA, et al. Three-year maintenance of improved diet and physical activity: the CATCH cohort. Arch Pediatr Adolesc Med. 2018;153(7):695-704.