Cuidar é parte do currículo: o desafio das políticas escolares inclusivas
Descubra como escolas podem incluir o cuidado no dia a dia, prevenindo crises e garantindo presença e aprendizado de crianças com doenças crônicas.

Você sabia que um bom plano de saúde dentro da escola pode diminuir em até 30% as crises de asma, diabetes e outras doenças crônicas? Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos caminhos simples para que pais, professores e gestores criem um ambiente seguro e acolhedor.
Por que a escola precisa de um plano de saúde
Quando a escola se organiza, a criança falta menos e tem menos idas ao pronto-socorro. Estudos no Brasil mostram que protocolos bem escritos salvam vidas e aumentam a confiança de todos.
Plano de cuidado individual
- Documento curto, feito pela família e pelo médico.
- Explica sinais de alerta, remédio de emergência e telefones de contato.
- Deve ficar na secretaria e na sala dos professores.
- Revisão a cada semestre.
Comitê de Saúde Escolar
Um pequeno time: diretor, professor, pais e enfermeiro da rede pública. Esse grupo se reúne para olhar presença, crises registradas e nível de ansiedade das crianças. No Ceará, escolas com esse comitê reduziram em 18% as idas ao pronto-socorro.
Ferramentas digitais que ajudam
Aplicativos de agenda escolar permitem anotar glicemia ou uso de bombinha em tempo real. A OMS diz que plataformas assim diminuem 25% dos eventos graves.
Professores preparados salvam vidas

Reconhecer sinais
Quase metade dos professores brasileiros relata insegurança para notar uma crise. Oficinas rápidas, com encenações, ajudam a diferenciar “falta de ar por corrida” de “crise de asma”.
Primeiros socorros para doenças crônicas
A orientação é ter ao menos dois adultos treinados por turno para usar:
- Bombinha de broncodilatador.
- Caneta de adrenalina.
- Glicose de ação rápida (balas, sachês).
Quando o treinamento foi aplicado, o tempo de socorro caiu de 9 para 4 minutos.
Manejo da ansiedade de separação
Rotinas claras e o “semáforo emocional” (verde = estou bem, amarelo = preciso de atenção, vermelho = preciso de ajuda) dão voz à criança e facilitam a ação do professor.
Como medir resultados e manter as ações
- Contar faltas por motivo de saúde.
- Anotar tempo de resposta a emergências.
- Usar escalas simples de ansiedade.
- Ouvir pais e alunos em reuniões.
Relatórios claros ajudam a buscar verba pública e parcerias com universidades. Para cada real gasto, a economia em hospital pode chegar a três reais.
Dúvidas comuns
Minha escola é pequena, vale a pena?
Sim! Mesmo com poucos alunos, um plano de cuidado evita correria e medo.
Quem paga pelos materiais?
Muitos municípios já oferecem kits; procure a secretaria de educação ou de saúde.
E se o professor errar?
Treinos semestrais, usando casos reais da própria escola, aumentam em 35% a retenção de conhecimento.
Conclusão

Quando escola e família caminham juntas, a criança aprende mais e vive melhor. Planos simples, treinamento dos professores e uso de tecnologia fazem toda a diferença. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!
Referências
- SILVA, J. P.; CARDOSO, R. L. Implementação de protocolos de saúde escolar e redução de faltas. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 55, p. 1-9, 2021.
- MINISTÉRIO DA SAÚDE (Brasil). Manual de planos individuais de cuidado para escolares com doenças crônicas. Brasília, 2020.
- MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (Brasil). Censo da Educação Básica: Suplemento Saúde do Estudante. Brasília, 2022.
- GOVERNO DO CEARÁ. Relatório do Programa Escola que Cuida: Resultados 2019-2021. Fortaleza, 2022.
- WORLD HEALTH ORGANIZATION. School health services: global guidelines and best practices. Geneva, 2021.
- BAPTISTA, C. A.; NEVES, J. F.; LIMA, K. M. Percepção docente sobre manejo de doenças crônicas em sala de aula. Educação & Sociedade, Campinas, v. 42, e0231, 2021.
- ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Checklists de emergência para escolas. Rio de Janeiro, 2020.
- AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. School health policy and practice. Elk Grove Village, 2019.
- OLIVEIRA, H. R. et al. Tempo de resposta a crises asmáticas antes e depois de treinamento de professores. Jornal de Pediatria, Rio de Janeiro, v. 97, n. 3, p. 276-282, 2021.
- COSTA, L. S.; MACHADO, B. C. Intervenções escolares para ansiedade de separação: revisão sistemática. Psico (Porto Alegre), v. 52, p. e39100, 2021.
- RIBEIRO, M. F.; ALMEIDA, D. S. Retenção de conhecimento em cursos presenciais e online sobre saúde escolar. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 26, e260049, 2021.
- OECD. The economic case for school health programs. Paris, 2020.