Políticas públicas: impacto direto no crescimento saudável das crianças

Descubra como merenda escolar, suplementação e monitoramento de saúde contribuem para o desenvolvimento infantil e onde o Brasil pode avançar.

Você já parou para pensar por que algumas crianças não crescem como deveriam? No Brasil, existem programas que protegem o crescimento dos pequenos, mas também há desafios. Neste texto, vamos mostrar o que funciona, onde estão as falhas e como cada um de nós pode ajudar. Vem com a gente!

Por que falar do tamanho das crianças?

Crescer bem é sinal de saúde. Quando a criança fica muito abaixo da altura esperada, chamamos de nanismo infantil ou déficit de estatura. Isso pode trazer problemas na escola, no trabalho futuro e até na saúde da fase adulta.

O que o Brasil já faz para ajudar

1. Comida saudável na escola: PNAE

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) oferece refeições para mais de 40 milhões de alunos. Pelo menos 30% do dinheiro vai para a agricultura familiar. Assim, a criança come melhor e o pequeno produtor vende mais.

2. Equipe de saúde pertinho de casa: ESF e e-SUS

A Estratégia Saúde da Família (ESF) mede peso e altura das crianças nas unidades básicas. O sistema e-SUS avisa quando a altura cai muito. Isso ajuda a detectar problemas antes que piorem.

3. Sachês de vitaminas e minerais: NutriSUS

Em creches públicas, as crianças recebem um pozinho que se mistura à comida. Ele tem várias vitaminas e minerais. Resultado: menos anemia e leve melhora no crescimento.

4. Vitaminas no sal e na farinha

No Brasil, sal tem iodo e farinhas de trigo e milho recebem ferro e ácido fólico. Tudo isso evita falta de micronutrientes importantes.

Onde ainda temos problemas

  • Regiões como Amazônia Legal e Semiárido recebem menos ações.
  • O valor pago por refeição no PNAE é de apenas R$ 0,53 por aluno.
  • Faltam leitos para tratar desnutrição grave: só 86 serviços no país, quase todos em capitais.

Lições de fora do Brasil

  • Peru reduziu o nanismo de 28% para 13% em 10 anos com renda condicionada e fortificação de alimentos.
  • México combinou dinheiro, educação nutricional e suplementos. Crianças ganharam 1,5 cm a mais aos 4 anos.

Moral da história: integrar saúde, educação e renda dá resultado!

Cinco passos para avançar já

  1. Vigiar peso e altura em sistema único, on-line.
  2. Aumentar o valor do PNAE conforme a inflação dos alimentos.
  3. Levar o tratamento comunitário da desnutrição (CMAM) para áreas rurais.
  4. Comprar mais ovos e leite para merendas de creches e escolas.
  5. Fazer campanhas simples sobre os “primeiros 1000 dias” da criança.

Perguntas que você pode ter

O que é “primeiros 1000 dias”?

É o tempo que vai do início da gravidez até o segundo aniversário da criança. É quando o corpo e o cérebro crescem mais rápido.

Sachê NutriSUS engorda?

Não. Ele só repõe vitaminas e minerais, sem calorias extras.

Por que a altura importa para a vida adulta?

Crianças muito baixas podem ter menos rendimento na escola e menor salário no futuro.

Derrubando mitos comuns

  • “Crescimento é só questão de genética.” – Errado! Alimentação e cuidados de saúde contam muito.
  • “Se a criança é baixinha, basta dar mais comida.” – Parcial. Precisa ser comida certa, rica em nutrientes.
  • “Suplemento é caro.” – Programas públicos oferecem de graça, como o NutriSUS.

Conclusão

Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que cada centímetro conta. O Brasil já tem bons programas, mas pode melhorar. Com vigilância, boa merenda e informação simples, milhões de crianças podem crescer mais fortes e felizes. Lembre: crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Brasília, 2013.
  2. Brasil. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Programa Nacional de Alimentação Escolar: manual de execução. Brasília, 2022.
  3. The World Bank. Repositioning nutrition as central to development: a strategy for large scale action. Washington (DC), 2006.
  4. UNICEF. NutriSUS: avaliação de efetividade da distribuição de pó multimicronutriente no Brasil. Brasília, 2020.
  5. Palma, D.; Cunha, D. B.; Mendes, L. L. Cost analysis of the Brazilian School Feeding Program. Revista de Nutrição, v. 34, e200236, 2021.
  6. Brasil. Ministério da Saúde. Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde: Leitos para desnutrição grave. Brasília, 2022.
  7. Instituto Nacional de Salud del Perú. Informe técnico: reducción de la desnutrición crónica infantil 2008-2018. Lima, 2019.
  8. Fernald, L. C. H.; Gertler, P. J.; Neufeld, L. M. Role of cash in child nutrition: PROGRESA experience. Journal of Nutrition, v. 138, n. 6, p. 1124-1130, 2008.
  9. Alderman, H.; Behrman, J. R.; Puett, C. Big numbers about small children: estimating the economic benefits of addressing undernutrition. World Bank Research Observer, v. 32, n. 1, p. 107-125, 2017.